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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

29/09/2013 07:47

A "14 de julho" do Tijuca, avenida Souto Maior está lotada de comércios

Graziela Rezende
Em 7 anos na avenida, empresária saiu do aluguel e está com loja própria. Foto: Marcos ErmínioEm 7 anos na avenida, empresária saiu do aluguel e está com loja própria. Foto: Marcos Ermínio

Considerada a “14 de julho” do bairro Tijuca, na saída para Sidrolândia, a avenida Souto Maior evoluiu muito nos últimos anos. Segundo os comerciantes, a “vida comercial” flui muito bem, embora a infraestrutura não tenha acompanhado o mesmo avanço. A média é de dez lojas para uma residência. E o interessante é que os empresários, em sua maioria, começaram pequenos e hoje já usufruem de sedes próprias e até filiais na região.

É o caso da família Trazzi, que de um pequeno mercadinho, hoje possui um grande comércio na avenida, que conta com depósito, açougue e até padaria própria. “Meu marido era pacoteiro e eu professora. Ele queria muito ter um negócio e estávamos guardando dinheiro. Na época, as ruas não possuíam asfaltos e aqui era uma região bem abandonada”, relembra a empresária Ana Luzia Espinosa Trazzi, 44 anos.

Assim que conseguiram o local, em 1995, foi inaugurado o mercado em um espaço de 100 m². Em pouco tempo, mais 50 m² para o funcionamento do depósito e, anos depois, a compra de uma área de 400 m². “A senhora dona do terreno, vizinha ao nosso comércio, não queria nos vender e tive de colocar o meu irmão na jogada. Ele foi o comprador e disse que era para a construção de uma igreja”, brinca a empresária.

Em pouco tempo, novos comerciantes foram surgindo, oferecendo variedades. De roupas a móveis usados. De peças para motos a telhas, passando por revenda de gás a salão de beleza. “A região realmente era carente, mas com o desenvolvimento passou a oferecer de tudo. E com isso infelizmente também chegaram novos problemas, como a violência e a infraestrutura desordenada”, explica Ana Luzia.

Falta de investimento - Vizinha de muitos comerciantes, mas também de matagais, cruzamentos sem a devida sinalização e ruas laterais sem asfalto, a empresária comenta a necessidade de um planejamento na região, citando inclusive um acidente com vítima fatal que ocorreu na semana passada.

“Com diversas lojas, também poderíamos ter mais ruas asfaltadas, uma praça para caminhada e policiamento. Nós, que pagamos impostos, temos de colocar piso tátil e outras exigências. Mas, ao mesmo tempo, toda vez que chove, temos que consertar o esgoto porque não temos rede. É algo desordenado”, avalia a empresária.

De pacoteiro a gerente do local, Adriano Souza Alencar, 34 anos, também fala do que ele chama de “clientes exóticos”. “Eles contam histórias da vida, passam horas aqui. Tem uma senhora inclusive que, de vez em quando, fica citando poesias. E aqueles que chegam gritando, chorando, falando dos problemas também acontece”, lembra Alencar.

O aumento de cinco para 30 funcionários também emprega moradores do Tijuca. “O mais legal aqui é que já promovemos dois casamentos. De caixa com repositor e de caixa com padeiro. É um período de muito esforço que também temos boas lembranças e só depois de 9 anos é que pude tirar as primeiras férias”, fala a empresária.

Há sete anos com comércio na região, Josefa Barros da Silva, 44 anos, diz que, como em todo local, os prazeres e desprazeres são muitos. “Fiquei seis anos em uma esquina, com uma loja de utensílios pequena na avenida Souto Maior, mas com “clientes fiéis”. Ali consegui um certo valor e agora estou com a minha loja própria”, fala a dona, apontando para o seu 1° espaço, cinco vezes menor.

“O crescimento também trouxe muitos assaltos, ameaças de mortes a comerciantes e até pichações. É por isso que digo ser muito necessário o policiamento. Mas estamos com um planejamento defasado. No projeto da prefeitura, dizem que o bairro Tijuca é asfaltado, mas é só andar um pouco por aqui para saber que isso não é verdade”, comenta Silva.

Ao todo, incluindo o comércio do marido, também na região, ela diz que abriga oito famílias. “Vivo e cresci do comércio. É aqui é gratificante as pessoas dizerem que temos de tudo, sem elas precisarem ir até o centro da cidade. E é por isso mesmo que precisamos ainda mais de melhorias”, conclui Silva.

Pequeno mercadinho deu lugar a espaço de 400 m², que acompanhou desenvolvimento da região. Foto: Marcos ErmínioPequeno mercadinho deu lugar a espaço de 400 m², que acompanhou desenvolvimento da região. Foto: Marcos Ermínio


Moro nessa região há mais de 13 anos e vimos o progresso.
Mas precisamos de uma infraestrutura melhor. A Souto maior mais parece uma colcha de retalhos é horrível transitar nela.
A região também tem sido alvo de bandidos, ao qual já vivemos vários casos que lembram até o Rio de Janeiro pelo horror.
Mas gosto da região e gostaria de vê-la sendo mais assistida pela prefeitura.
 
Aurineide Cavalcante em 30/09/2013 09:52:07
Parabéns Tio Claudemir Trazzi e família pelo esforço e sucesso de vocês, que Deus continue abençoando vcs para um futuro próspero! Sucesso sempre!
 
Eliete Cristina Trazzi Simoni em 30/09/2013 07:47:20
Obrigado Davi pelo reconhecimento da sua pessoa e dos de mais,é gratificante saber que somos reconhecidos por pessoas queridas no bairro. Agradecemos a reportagem do Campo Grande News,por divulgar as melhorias e as deficiências no bairro,valorizando os empreendedores da região,sendo os pequenos comerciantes que fazem a diferença.Aguardamos os olhos da prefeitura em melhorias para nossa região.
 
Família Trazzi em 29/09/2013 14:15:55
Obrigado Davi pelo reconhecimento da sua pessoa e dos de mais,é gratificante saber que somos reconhecidos por pessoas queridas no bairro. Agradecemos a reportagem do Campo Grande News,por divulgar as melhorias e as deficiências no bairro,valorizando os empreendedores da região,sendo os pequenos comerciantes que fazem a diferença.Aguardamos os olhos da prefeitura em melhorias para nossa região.
 
Família Trazzi em 29/09/2013 14:14:07
E aí Jô! Torço pelo seu sucesso! Felicidades pra vc e o Celso que sempre batalharam juntos a despeito das adversidades da vida!!!! Bjão pra vcs!!!!!!!!!
 
Silmar Nolasco em 29/09/2013 12:53:46
Morei 9 anos no tijuca e até certo tempo comprei muito nestas lojinhas de roupas descartáveis, porem, parei de comprar desde que a dona da loja quis me cobrar um preço a mais do que estava no cartaz e quando eu disse que iria pagar o preço q estava no cartaz e que pagaria no cartão de débito para facilitar para ela, esta achou ruim e falou q dois ou 3 centavos a mais não iria fazer diferença, ou seja, com 2 ou 3 centavos de cada pessoa que compra, hoje ela tem a própria loja!!!!!!
 
silvane santos em 29/09/2013 12:49:18
Moro na região e posso dizer, o que evoluiu muito tbm, foi a criminalidade, sair durante a noite no Tijuca é pedir para ser assaltado. O descaso da atual Prefeitura com a região gritante.
 
Diego Hudson em 29/09/2013 11:18:13
parabéns família trazzy, que DEUS abençoe Vocês hoje e sempre, conheço muito bem sua historia, e uma historia de luta e perseverança, lembro quando começaram isso e uma exemplo de vida...
 
davi de oliveira em 29/09/2013 11:01:19
Como hoje em Campo Grande nada é perto, dependendo do tamanho da compra, compensa comprar no bairro mesmo, dai fez-se com que se desenvolvesse o comercio dos bairros onde os empresários investiram em qualidade e atendimento.
 
Marcos Wild em 29/09/2013 10:48:43
O asfalto desta avenida,também está bem castigado,cheio de remendos,que faz os ônibus baterem muito no chão.está tipo o da avenida bandeirantes,precisando de um recapeamento.
 
antonio costa em 29/09/2013 09:02:54
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