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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

14/11/2013 08:19

A cada 100 campo-grandenses, 12 têm diabetes e 25% não sabem disso

Mariana Lopes

Causado pelo aumento do açúcar no sangue, a diabetes atinge 6,5% da população de Campo Grande, segundo dados de um levantamento feito pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Outra pesquisa, coordenada pelo endocrinologista Walter Rodrigues, indica que a cada 100 campo-grandenses, 12 têm diabetes. Mas o problema maior é que, deste número, apenas 25% sabem que têm a doença.

De acordo com o médico, o perigo está na falta de exames periódicos, pois a diabetes pode tanto apresentar sintomas quanto ser silenciosa, o que, neste caso, dificulta um diagnóstico precoce.

Nesta quinta-feira (14), quando é celebrado o Dia Mundial da Diabetes, campanhas alertam a população para ficar atenta às mudanças no organismo e também aos fatores de riscos que podem desencadear a doença.

Conforme explica o endocrinologista, quanto antes a diabetes for diagnosticada, mais cedo se inicia o tratamento, o que pode evitar complicações no desenvolvimento da doença, como infarto, derrame, cegueira, falência dos rins e amputação dos pés.

O indicado é que as pessoas com mais de 45 anos façam o exame periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, ou, no máximo, a cada três anos. Para quem está abaixo desta faixa etária, mas se enquadra no perfil de fator de risco, o exame também é indispensável.

Na lista de fatores que podem acarretar a diabetes, a idade e o sobrepeso lideram o ranking, tanto em homens quanto em mulheres. Contudo, na Capital, a doença é mais comum no sexo feminino (7,9%), do que no masculino (5,0%), de acordo com pesquisa da Vigitel.

Mas ainda há outras condições que podem facilitar o desenvolvimento da doença, como genética, sedentarismo, histórico de diabetes na gravidez, pressão alta, aumento da circunferência abdominal (maior do que 102 cm no homem e maior do que 88 cm na mulher), além dos níveis aumentados de triglicérides e baixos de HDL no exame de sangue.

Alerta - Mas também é importante estar atento aos sintomas que podem aparecer. Segundo o endocrinologista Walter Rodrigues, a diabetes causa aumento da sede, da quantidade de urina, emagrecimento. Além de tudo, o médico alerta que a doença pode ser evitada com hábitos saudáveis, o que implica atividades físicas diárias e uma alimentação saudável.

“O bom estilo de vida, no qual a alimentação faz parte, evita a obesidade, que é dos principais fatores de risco da diabetes”, pontua Walter.

Conviver com a doença – Mas para quem já tem o diagnóstico da doença, ainda assim pode ter uma vida normal, desde que faça corretamente o tratamento. “Quem tem diabetes pode levar uma vida como qualquer outra pessoa, é só cuidar da alimentação e tomar os medicamentos, e para isso é necessário conscientização e determinação para manter uma vida saudável”, ressalta o endocrinologista.

O médico salienta, ainda, que as pessoas que têm um mau controle metabólico são as que estão mais suscetíveis às complicações. “Hoje em dia há muitos recursos que ajudam o diabético a levar uma vida normal e ter uma expectativa de vida muito boa”, acrescenta Walter.

Rede pública – Os exames de diabetes podem ser solicitados, gratuitamente, através de consultas realizadas nas próprias UBS’s (Unidades Básicas de Saúde). Com o diagnóstico positivo da doença, o paciente é encaminhado a um especialista e pode ser cadastrado no Programa de Educação e Controle em Diabetes, no qual receberá o tratamento.

Com o cartão do programa, o paciente pode marcar consultas médicas, de enfermagem e odontológicas periódicas, fazer o acompanhamento do quadro clínico, incluindo o risco cardiovascular e as avaliações oftalmológicas.
Todo cidadão cadastrado no programa tem o direito de receber medicamentos, como glicosímetros e fitas para glicemia capilar, seringas, agulhas, lancetas e lancetadores, que são entregues pela Secretaria de Saúde de Campo Grande.

O SUS (Sistema Único de Saúde) ainda fornece atividades educativas voltadas à promoção da saúde e prevenção das complicações, oferece também orientação nutricional, psicológica e assistencial aos pacientes, de acordo com a Secretaria de Saúde da Capital.

Palestra - Nesta quinta-feira (14), terá uma palestra com o endocrinologista Walter Rodrigues Junior, a partir das 9h, na Santa Casa de Campo Grande, com o tema “Diabetes, um inimigo silencioso”.

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Não basta fazer exames, que também é essencial, porque o importante é mudar hábitos. Sempre fiz exames regulares e há um ano descobri que tinha o que chamam pré-diabetes (nunca antes tive problemas, ou seja, do dia pra noite acontece), e com a mudança de hábitos alimentares (sem deixar de comer de tudo, mas com moderação, dando-se ao luxo de vez em quando "chutar o balde), agregado à prática de exercícios regulares (sem exageros), consegui normalizar a temida glicose no sangue. A mudança não é fácil, diga-se, mas vale a pena, porque tudo melhora (qualidade do sono, menos estresse, maior disposição pra tudo). Com saúde não se brinca. FICA A DICA.
 
César Marques em 14/11/2013 10:47:17
realizar exames seria ótimo para a população, mas infelizmente na capital de MS isso é impossível, já passou vários políticos que são médicos e até o momento não conseguiu nada na Saúde, só o caos, falta de medicamento, nunca existe vaga para consultar, sem contar com o descaso de certos funcionários nessa área, caso se consiga marcar um exame, será de 1 a 3 meses e para mostrar esse exame ao médico a espera é de 1 semana a 1 mês, um absurdo.
 
natalia araujo em 14/11/2013 09:24:22
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