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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

09/02/2018 10:34

Ação contra casal Olarte por lavagem de dinheiro abre audiências no dia 22

Realizada pelo Gaeco, a operação Pecúnia saiu às ruas no dia 15 de agosto de 2016

Aline dos Santos
Em 2016, o ex-prefeito Gilmar Olarte e a esposa foram presos em operação do Gaeco. (Foto: Fernando Antunes)Em 2016, o ex-prefeito Gilmar Olarte e a esposa foram presos em operação do Gaeco. (Foto: Fernando Antunes)

A operação Pecúnia, que investiga lavagem de dinheiro e levou o ex-prefeito Gilmar Olarte à prisão em agosto de 2016, entra neste mês na fase de audiências na 1ª Vara Criminal de Campo Grande.

No dia 22 de fevereiro, serão ouvidas as testemunhas de acusação. Na sequência, vem as testemunhas de Olarte (dia 26), Andréia Olarte (dia 27), Evandro Simões Farinelli (dia 28), Christiane Gomes Camargo Farinelli (dia primeiro de março) e Ivamil Rodrigues de Almeida (5 de março).

O juiz Roberto Ferreira Filho marcou o interrogatório dos réus para 6 de março. Com as audiências, o processo por lavagem de dinheiro se aproxima de um desfecho. Após essa etapa, pode ser solicitado novos procedimentos, como apresentação de documentos e perícia; ou acabar a coleta de provas e partir para as alegações finais.

Realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a operação Pecúnia saiu às ruas no dia 15 de agosto de 2016. Na ocasião, foram presos o casal Olarte, o empresário Evandro e o corretor Ivamil. Olarte e a esposa ficaram 42 dias presos.

As investigações começaram a partir dos dados obtidos com a quebra do sigilo bancário de Andréia Olarte e de sua empresa, denominada Casa da Esteticista. Ainda segundo a operação, entre 2014 e 2015, enquanto Olarte ocupava o cargo de prefeito de Campo Grande, Andréia adquiriu vários imóveis na Capital. Os bens totalizaram R$ 3,6 milhões, com preferência por imóveis em condomínios de luxo.

Alguns bens ficaram em em nome de terceiros, com pagamentos iniciais em elevadas quantias (dinheiro, transferências bancárias e depósitos). Conforme a investigação, a princípio, os bens eram incompatíveis com a renda do casal.

Ivamil é apontado como braço direito do casal nas aquisições imobiliárias fraudulentas e Evandro Farinelli é suspeito de ceder o nome para que as aquisições fossem feitas.

Em novembro de 2016, a denúncia foi aceita pela Justiça pelos crime de lavagem de dinheiro, associação criminosa e crime de falsidade ideológica (este último apenas por Gilmar e Andréia Olarte).



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