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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

07/11/2008 11:00

Ação da PF prendeu 36 pessoas em MS, maioria em Corumbá

Redação

Trinta e seis pessoas já foram presas em Mato Grosso do Sul na operação Vulcano, desencadeada nesta sexta-feira pela PF (Polícia Federal) e Receita Federal, em mais sete Estados. Faltam apenas duas prisões para cumprir, dos 38 mandados emitidos.

A maioria das prisões foram feitas em Corumbá, que fica a 426 quilômetros de Campo Grande. Dos 33 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal, 32 já foram cumpridos. Quarenta viaturas estão no município.

Dentre os presos estão 11 servidores da Receita Federal, em Corumbá. De acordo com informações apuradas pelo site Capital do Pantanal, os oito auditores e os três analistas foram presos em casa. O prédio da Receita na cidade foi lacrado e os demais servidores foram impedidos de entrar. O Armazén Geral Alfandegário também foi fechado e documentos recolhidos.

A PF não informa os nomes dos presos, mas a reportagem do apurou que a maioria é de empresários. Um deles seria proprietário de uma boate ná cidade.

Também foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão para serem cumpridos em Corumbá.A ação é de combate à fraude ao fisco, que segundo a Receita, já gerou prejuízo de R$ 600 milhões aos cofres públicos.

Dos três mandados de prisão expedidos à Capital, dois já foram cumpridos, e não três como a PF havia informado anteriormente.

Eles estão sendo interrogados na Superintendência da PF. Um deles é empresário. Foram expedidos três mandados de busca e apreensão.

Houve prisões também em Dourados e em Ponta Porã. Uma pessoa foi presa em cada um dos municípios, onde foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, os presos estão envolvidos com a \"exportação fictícia\" de insumos de cerveja e de pneus. Empresas importadoras e exportadoras, transportadores, despachantes aduaneiros, empresas concessionárias de serviço público, servidores públicos e outros agentes privados estão sob suspeita.

Em outra estratégia da quadrilha, mercadorias estrangeiras, principalmente produtos têxteis e alimentícios, entravam em território nacional com subfaturamento, com declaração diferente de quantidade e qualidade e com falsificação de sua origem, já que produtos chineses e coreanos eram importados como se fossem bolivianos para utilizar benefícios fiscais destinados ao países do Mercosul.

A PF de Mato Grosso do Sul coordena a operação em mais três Estados: Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. Dos 64 mandados de prisão emitidos a estes quatro Estados, 57 já foram cumpridos.

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