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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

20/04/2008 19:11

Advogada acha impossível acordo com presos ainda hoje

Redação

A advogada Isleide Veloso Augusto, que defende o preso considerado líder do motim que ocorre neste domingo no Centro de Triagem, no complexo penitenciário de Campo Grande, afirmou há pouco aos repórteres que estão no local que considera improvável um acordo com os presos ainda hoje A afirmação foi feita depois que a advogada entrou no prédio e conversou com os detentos.

Segundo ela, é praticamente impossível atender ainda hoje às exigências dos detentos rebeleados. De acordo com a advogada, três, e não apenas o cliente dela, Augusto César de Souza, 42 anos, que cumpre pena por assalto, tentaram fugir pela porta da frente. Como não conseguiram, pegaram um oficial penitenciário e ainda os visitantes como reféns.

A água e a energia foram desligadas, como estratégia para cansar os amotinados, cerca de 175 presos. Mas os que lideram o movimento exigem, para começar a liberar reféns, que os serviços sejam religados. Exigem ainda a presença do juiz-corregedor do presídio, Francisco Gerardo de Sousa, de representantes de organismos de defesa dos Direitos Humanos, além da imprensa, que está no local.

Há pelo menos seis grávidas entre os visitantes que não conseguem sair do local. Só uma, de quatro meses, foi liberada à tarde.

A advogada informou que seu cliente quer transferência para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande. Segundo ela, o pedido dele tem a ver com o medo de sofrer represálias por conta da tentativa de fuga de hoje. Os negociadores da Cigcoe (Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais) teriam se comprometido a encaminhar a reinvidicação até terça-feira.

Ela negou que o cliente já tenha tido ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), como foi noticiado. A informação dada à reportagem por fontes no local é que Augusto César Souza fez parte do PCC e tem dívidas com a facção. A advogada dele, que o representa há 5 anos, diz desconhecer qualquer relação com o grupo criminoso.

Ela criticou, ainda, o fato de o presídio, originalmente um local de transição, para triagem dos presos, como diz o nome, ser usado para cumprimento de pena.

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