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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

09/06/2009 17:16

Advogado diz que acadêmico viu crime, mas não participou

Redação

O advogado Rui de Oliveira Luiz, que defende o universitário Fernando Pereira Verone, 19 anos, disse que o rapaz presenciou o crime, porém não participou das agressões que resultaram na morte da garota de programa Claudinéia Rodrigues Mendes, a "Néia", 25 anos, ocorrido dia 8 de maio, em Campo Grande.

Rui conta que Fernando assistiu às tijoladas e pedradas, mas não deu nenhum golpe. Conforme o advogado, o universitário também não teve a intenção de praticar o crime.

O advogado explicou ainda que Fernando não fez nada para impedir o assassinato, porque teve medo de Leonardo Leite Cardoso, 27 anos. Na versão de Rui, o universitário disse que ficou com medo porque Leonardo estava muito nervoso e eles só se conheciam havia dois meses.

O advogado disse ainda que Fernando brigou em casa, com o pai, quando chegou com o carro estragado, após o crime. Por causa da briga, saiu da residência e por isso só se apresentou nesta terça-feira.

Conforme a Polícia Civil, o depoimento de Fernando é parecido com o do estudante de Ciências Contábeis, Hugo Pereira da Silva, 19 anos, mas apresenta contradições no que se refere à participação de Leonardo.

Hugo e Leonardo estão presos desde o dia 2 deste mês. Os dois alegam que foi Fernando quem deu os golpes que mataram a garota de programa. Na versão da Polícia, os golpes foram dados por Fernando e Leonardo. De acordo com revelado por testemunhas, Leonardo era o mais visivelmente alterado.

Hugo diz que não viu o crime porque ficou longe. A Polícia fala que ele ajudou a carregar o corpo para o interior do matagal localizado na divisa dos bairros Nova Campo Grande, Santa Emília e Jardim Carioca.

Os três estavam no Palio Wekend do pai de Fernando e segundo a Polícia, saíram com a intenção de roubar. O advogado, Hugo e Leonardo, negam a intenção.

Os rapazes pegaram "Néia" e uma amiga na Praça Ary Coelho. A amiga, quando percebeu a situação de risco, pulou do carro em movimento.

"Néia" foi levada para o matagal e morta. Na "fuga", o para choque do Pálio foi danificado, motivo de uma suposta briga entre Fernando e os pais.

Leonardo diz que no dia seguinte ao crime encontrou Fernando, conversaram por 40 minutos e ele teria comentado sobre o caso. Desde então, os três nunca mais se viram.

As mães de Leonardo e Hugo dizem que os filhos são inocentes e estavam na hora do crime por causa da influência dos amigos. Na casa de Fernando, além do carro, foi apreendido um revólver de brinquedo, um soco inglês, cápsulas deflagradas, uma espingarda e um pedaço de madeira, que lembra um taco.

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