A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

25/09/2013 17:48

Alunos e professores debatem violência nas escolas após morte

Elverson Cardozo
Audiênca surgiu após a morte da estudante Luana Vieira Gregório, de 15 anos, assassinada, a golpe de faca, em frente a uma escola da Capital. (Foto: Cleber Gellio)Audiênca surgiu após a morte da estudante Luana Vieira Gregório, de 15 anos, assassinada, a golpe de faca, em frente a uma escola da Capital. (Foto: Cleber Gellio)

A Câmara Municipal, em Campo Grande, promove, na tarde desta quarta-feira (25), uma audiência pública sobre violência nas escolas. O encontro, que começou às 15h, reúne alunos, professores, coordenadores, guardas municipais, políticos e demais autoridades, que buscam uma solução para os problemas enfrentados dentro e fora dos colégios. As sugestões colhidas hoje serão encaminhadas à Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).

A iniciativa, do vereador Chiquinho Telles (PSD), que faz parte da Comissão Permanente de Segurança, surgiu após a morte da estudante Luana Vieira Gregório, de 15 anos, assassinada, a golpe de faca, na saída da Escola Estadual José Ferreira Barbosa, no dia 11 deste mês.

O parlamentar convidou cerca de 150 escolas, mas apenas quatro compareceram à audiência, sendo duas municipais – Domingos Gonçalves Gomes e José Mauro Messias da Silva – e duas estaduais – Waldemir Barros da Silva e Marçal de Souza Tupã-Y.

Quem foi estava disposto a discutir. Para o professor de educação física José Francisco, 34 anos, a iniciativa é válida e, a julgar os últimos acontecimentos, o assunto deveria, em tese, interessar a todos os educadores porque hoje, nas palavras dele, “a violência começa dentro de sala, sai e lá fora toma proporções que fogem do domínio da direção e da própria sociedade”.

“Essa violência está muito à flor da pele. Ficamos preocupados porque isso está ao nosso redor e, muitas vezes, não sabemos como lidar”, disse, ao comentar que “não há como fugir”, mas é preciso achar um caminho. Em curto prazo, considerou, pode não ter uma solução, mas pelo menos um rumo deve surgir. “O que não pode é ficar como está”, ressaltou.

Alunos de quatro escolas participaram da audiência. (Foto: Cleber Gellio)Alunos de quatro escolas participaram da audiência. (Foto: Cleber Gellio)

José Francisco comentou que na escola onde leciona, os alunos se animaram quando receberam o convite para ao audiência porque casos recentes vieram à tona, na mídia.

Aluna da 7ª série, Izabele Lopes de Medeiros, de 12 anos, confirma e disse, se referindo ao “caso Luana”, que, “depois do que aconteceu”, ficou com medo. “A gente se sente insegura, porque qualquer um pode vir com alguma coisa e bater em nós”, contou, ao comentar que, na escola onde estuda, a Municipal José Mauro Messias da Silva, conhecida como Poetas das Moreninhas, já recebeu ameaça.

Na avaliação da estudante, que nem saiu do ensino fundamental, o poder público precisa investir mais em segurança. Guardas na frente das escolas e acompanhamento tático até certo ponto, sugeriu, poderia ser uma saída.

Estudante da mesma turma, Milleny Hemilainy, de 13 anos, vai além. Pede a presença de “guardas” e uma viatura para rondas. A menina, que confessa já ter se envolvido em brigas, não considera mais a escola um local “confiável”. “Antes pensava que era. Hoje, vejo que não é seguro”, disse.

A intenção do propositor da audiência, o vereador Chiquinho Telles, é contribuir para mudar essa realidade. “Nos últimos dias ficamos assustados com os números de brigas nas escolas, reclamações de pais chegando até nosso gabinete, na Câmara. Nos vimos na obrigação de ajudar”, disse.

Vereador Chiquinho Telles sugeriu patrulha em frente às escolas, nas entradas e saídas. (Foto: Cleber Gellio)Vereador Chiquinho Telles sugeriu patrulha em frente às escolas, nas entradas e saídas. (Foto: Cleber Gellio)

Dentre as sugestões, Telles afirmou que vai propor às autoridades que se estabeleça uma patrulha policial nas escolas. “Não precisa ficar em tempo integral, mas tornar obrigatório pelo menos nas entradas e saídas”, explicou.

Ao comentar da audiência, o vereador Otávio Trad (PT do B), que preside a Comissão Permanente de Segurança, foi mais abrangente em seu discurso.

A violência nas escolas, disse ele, “é um problema que o Brasil vem vivendo nos últimos anos”. “Temos inúmeros casos, não só em Campo Grande ou no Mato Grosso do Sul, mas no Brasil interior”.

São várias as situações, destacou. Os casos podem surgir dentro da escola, no entorno ou envolver a casa, por exemplo. Otávio Trad não menciona, ainda, uma possível solução em curto prazo, porque acredita que o assunto deve ser debatido, daí a importância da audiência.

“Vamos tirar alguns encaminhamentos hoje e, mediante ofício, eu, como presidente da Comissão Permanente de Segurança, vou encaminhar ao secretário [de Jusitiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul] Wantuir Jacini.

Menina ferida em briga por perfume em escola morre na Santa Casa
A estudante Luana Vieira Gregório, de 15 anos, morreu na Santa Casa de Campo Grande depois de levar uma facada no abdômen na saída do colégio. O crim...
Câmara de Vereadores entrega meio milhão de reais em emendas parlamentares
A Câmara Municipal de Costa Rica, a 305 quilômetros de Campo Grande, realiza nesta segunda-feira (dia 11) três sessões, duas delas especiais. Às 14h ...


A violência escolar, como parte da violência urbana, é apenas um dos efeitos da grande desorganização por que passa a sociedade atual. Para combatê-la deve-se atacar as causas, tais como: famílias desestruturadas, pais relapsos, escola falida, leis brandas, governos corruptos, etc. Enquanto isto não acontecer nada mudará.
 
Antonio Paredes em 26/09/2013 11:07:48
Tem que ser tolerancia zero com os alunos, se os pais não gostarem paciência, isso é um absurdo na época em que eu estudava se um aluno tivesse qualquer atitude violenta na escola, coitado dele, hoje os pais não podem mais bater em seus filhos, tem que explicar, é por isso que criança tá matando, não to falando de sair espancando criança, mas o pai tem que ter o direito de educar de maneira rígida, não como o fazendeiro que arrebentou o filho que é homossexual, mas bater em casa era normal, e tá todo mundo aí, ninguém morreu e ninguém matou durante a infância, a humanidade está ficando a cada dia mais burra e acomodada.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 26/09/2013 08:28:53
Quando vemos noticiários de corrupção, perdemos a Fé nos governantes e na sociedade. Se os adultos não respeitam as Leis, como queremos que jovens respeite o próximo. Falta Dinheiro pra educação mas sobra pra corrupção. Falar de Violência na escola sem falarmos de vários outros assuntos como ensinar o respeito dentro de casa. A instituição familiar está em Crise, está havendo uma Inversão de valores dentro da sociedade.Tem escolas que ainda se da aula apenas com Giz e Quadro Negro. Sempre acreditei que através da educação criaríamos uma sociedade organizada. Mas a falta dela nos trás uma sociedade desorganizada, sem educação, sem respeito e sem Deus. Os políticos deveriam por lei ter seus filhos matriculados em escolas públicas, pois só assim teríamos a certeza de educação de qualidade.
 
Silvio Kléber em 25/09/2013 19:01:28
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions