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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

01/09/2010 10:38

Após devastar 72% do cerrado, MS continua desmatando

Redação

Após devastar 72,56% da área original de cerrado até o ano de 2002, reduzindo uma área de 216.015 km ² a 59.271 km², Mato Grosso do Sul não cessou o processo de desmatamento, conforme revelam os Indicadores do Desenvolvimento Sustentável, divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mato Grosso do Sul foi o segundo Estado que mais devastou as áreas de cerrado até 2002, atrás apenas de São Paulo, foram 156.744 km² devastados.

De 2002 para 2008 mais 3,31% da área remanescente de cerrado foram desmatados no Estado, o que equivale a 7.153 km². Em termos relativos, foi o 6º maior índice do País. O vizinho Mato Grosso liderou os desmatamentos neste último período, devastando 17.598 km² de área remanescente de cerrado.

Os pesquisadores do IBGE observam que houve uma crescente pressão por expansão da fronteira agrícola sobre os cerrados e florestas do centro e norte do País, notadamente a partir do ano de 2000 com a ocupação dessas áreas, principalmente, pela cultura da soja.

Houve aumento das áreas desmatadas vindas do sul e sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás) até 2002, indo para o norte e nordeste do Cerrado (Bahia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão), no período 2002/2008.

Quanto à área remanescente de Mata Atlântica, havia no Estado 3 602 km² em 2008 e no período de 2005 a 2008 foram desflorestados 22 km², ou seja, 0,6% abaixo da média nacional, de 0,8%. Goiás foi o Estado com maior índice de área desflorestada, 2,1%.

Um grande esforço tem sido feito nos últimos anos para preservar e ampliar as áreas remanescentes de Mata Atlântica, inclusive com o estabelecimento de corredores biológicos interligando os fragmentos e áreas remanescentes deste bioma.

A pesquisa também avaliou as queimadas, considerando que muitas vezes são usadas para a renovação de pastagem e acabam saindo do controle. Em Mato Grosso do Sul houve redução considerável dos focos de calor a partir de 2002, quando chegaram a superar 12 mil. No ano passado foram 2.995 focos de calor no Estado.

Destaque para os focos em unidades de conservação, parques e terras indígenas, que também diminuíram muito. O número chegou a 349 em 2008 e no ano passado caiu a 96.

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