A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

18/01/2013 17:19

Após liminar, Ministério reforça veto ao tratamento de cães com leishmaniose

Nícholas Vasconcelos
Ministério diz que tratamento contra leishmaniose, como no caso de Scooby, continua proibido. (Foto: Rodrigo Pazinato)Ministério diz que tratamento contra leishmaniose, como no caso de Scooby, continua proibido. (Foto: Rodrigo Pazinato)

O Ministério da Saúde reafirmou, nesta sexta-feira (18), que é contra o tratamento de cães com leishmaniose, em resposta à consulta do Campo Grande News sobre a decisão da Justiça Federal que derrubou portaria sobre o assunto. O órgão informou, por meio de nota, que ainda não foi notificado da decisão e que continuam valendo as regras impedindo o uso de medicamentos para humanos no treinamento da doença em cães.

“Embora a medicação, em uso animal, possa resultar no desaparecimento dos sinais clínicos, os cães continuam como fontes de infecção para o vetor, representando um risco para saúde da população humana e canina”, afirma a nota do Ministério. “Essa prática pode tornar o parasita causador da doença resistente às drogas atualmente disponíveis”, segue o texto.

Ainda conforme o órgão, até o momento, não há produtos registrados eficazes para este tipo de tratamento. O ministério destacou, ainda que o posicionamento está de acordo com recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre o assunto.

Nesta quarta-feira (16) uma decisão do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) derrubou a portaria do Ministério da Agricultura que proibia o tratamento de cães com leishmaniose visceral. A ação foi movida pela ONG (Organização Não Governamental) Abrigo dos Bichos e é válida para todo o País.

O Tribunal autorizou o tratamento dos cães com o entendimento de que proibindo a utilização de medicamento humano para tratamento, automaticamente é incentivado o extermínio dos animais. Em Campo Grande, a polêmica reacendeu após o caso do cão Scooby, que sofreu maus tratos, teve a doença diagnosticada, foi tratado, depois voltou ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), de onde foi retirado ontem, pela Abrigo dos Bichos, graças a uma decisão da Justiça. Havia o temor de que ele fosse submetido a eutanásia.

À medida ainda cabe recurso junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e STJ (Superior Tribunal de Justiça), que pode manter ou não a decisão da instância anterior, mas até um novo julgamento o tratamento está autorizado.

O tratamento é proibido pelo CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), que inclusive pune os profissionais que o praticam, como a médica veterinária Sibele Cação que teve cassado o mandato de presidente do Conselho Regional. Sibele defende o procedimento com os animais, sendo uma das defensoras do tratamento do cão Scooby, símbolo da luta dos que defendem o fim da eutanásia dos cães contaminados.

Como a portaria não tem eficácia, os médicos veterinários que fizerem não podem ser punidos, mesmo em caso de derrubada da medida.

 



Está comprovado que o extermínio de cães não reduz a incidência da leishmaniose. Até quando o Ministério da Saúde e o CFMV continuarão "pagando de ignorantes" e continuando com essa política desumana de sacrifício de animais?
Aos que afirmam que o "tratamento não é eficaz porque vários animais tratados morrem" eu pergunto: várias pessoas morrem de muitas doenças, mas mesmo assim são tratadas. Seguindo a linha de raciocínio da inefetividade do tratamento, nenhum doente portador de patologia que tenha potencial de óbito deveria ser tratado, não é mesmo?
Decisão judicial publicada no Diário Oficial é válida e, se não derrubada em instâncias superiores, pode e deve ser respeitada!!!
 
Antonio Silva em 19/01/2013 08:38:49
É mais fácil matar cão alheio a eliminar o mosquito né, o politicazinha maldita essa adotada, por que não criam vergonha na cara e põe as equipes de fiscalização pra ver os terrenos sujos, cobrar dos proprietários e dar educação a população pra não jogar lixo em qualquer lugar?
Outra coisa os portadores do HIV também podem transmitir o vírus letal a outras pessoas e nem por isso se manda matar quem está infectado!
 
Oswaldo Ferreira em 19/01/2013 07:10:25
Interessante, pq ja acompanhei casos de caes que passaram por tratamento e não tiveram jeito. Outra coisa; será que se o tratamento fosse eficaz realmente a maioria dos veterinarios não aplicariam já que ganhariam com isso? Alias eu mesmo perdi meu cachorro dessa doença. Procurei ajuda e paguei exames na esperança de algum dar negativo; nada. Todos os veterinarios disseram: "não tem tratamento para cura em animais; o que existe é um mascaramento da doença". Estavam tds errados? Acho que não! Enquanto não aparece algo que cure realmente o que devemos fazer é cuidar da limpeza para que nao crie o transmissor.
 
valter vastilho em 18/01/2013 23:06:20
Tenho dois cachorros, ambos com 9 anos de idade. Gosto deles, e são muito bem tratados, mas se contraírem leishmaniose ou outra doença que ofereça riscos as pessoas, não tenho dúvidas, mando para o sacrifício. Com todo o respeito por quem pensa diferente, mas primeiro a saúde da minha família, a minha própria vida e a vida das demais pessoas.
 
Fernando Silva em 18/01/2013 21:31:57
pode acontecer o que for, mas o meu cachorro amado não deixo matarem.
em breve vão conseguir o tratamento para a cura dessa doença maldita
 
gustavo machado ferreira em 18/01/2013 19:35:33
Cachorro vale mais do que gente no Brasil !!
 
Higor Almeida em 18/01/2013 18:54:54
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions