História do Clube Libanês chega ao fim e prédio tradicional já tem novo destino
O local está sendo reformado, mas arquitetura da fachada será mantida, com ares modernos
O Clube Libanês, na Rua Dom Aquino, terá outro rumo para a sua história a partir de agora. Quem vê aquele muro verde, já desbotado, nem imagina que o espaço de 1.290 m² vai se transformar em um cartório. O local foi cenário de encontros e grandes festas por décadas, mas os sinais de abandono e deterioração passaram a tomar conta da estrutura que guarda tantas memórias.
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O antigo Clube Libanês, localizado na Rua Dom Aquino em Campo Grande, será transformado em cartório após ser vendido há um ano. O novo proprietário, Juan Pablo, iniciou as obras de revitalização em janeiro, com a obrigação de preservar elementos arquitetônicos originais, incluindo fachada, escada e esquadrias. O projeto de reforma, aprovado pela Planurb, prevê um espaço dedicado à história do clube, que foi construído entre 1952 e 1962 por 400 libaneses. O local, que foi palco de importantes eventos sociais, foi interditado em 2017 por problemas com licenças e, após passar por diferentes proprietários, foi vendido por valor estimado entre R$ 4 milhões e R$ 6 milhões.
Algumas das exigências feitas pela Prefeitura de Campo Grande foram manter a arquitetura, com a mesma fachada, não mexer na escada, nas esquadrias e ainda manter um espaço que mostra a história do clube.
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Quem comprou foi Juan Pablo, que já é dono de um cartório localizado na Avenida Mato Grosso. Após o prédio ficar pronto, os serviços serão transferidos para o antigo Clube Libanês.
“Quando foi ofertado, já tinha sido dito que ele tinha uma proteção”, disse em entrevista ao Campo Grande News. Ele também comprou o terreno ao lado para ser o estacionamento.
Antes da aquisição, foram emitidas certidões do município informando que o bem não era tombado, mas que a parte arquitetônica deveria ser preservada.
Para que a reforma fosse realizada, foi necessário cumprir procedimento prévio de aprovação junto à Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano).
A proposta é manter características marcantes da construção, como a escada original e o formato das esquadrias. O projeto também prevê um espaço interno que faça referência direta ao antigo clube, com a preservação de elementos como os pisos e a valorização da história do local.
“Vai ter um espaço trazendo uma referência ao Clube Libanês, resgatando essa parte da história. Terão painéis com algumas fotos, lá dentro tinha duas imagens bem típicas do clube, que será mantida”, completou.
A intenção é que a memória afetiva do espaço permaneça viva para os campo-grandenses. “O objetivo realmente é preservar. Esperamos que comece uma nova história. O clube libanês vai ficar na memória do campo-grandense. Acreditamos que vai atender a população e ao mesmo tempo ajuda a revitalizar a área central”, pontuou.
O Clube Libanês foi construído entre 1952 e 1962, por um grupo de 400 libaneses. Em 2017, por determinação judicial, houve a interdição do clube devido a problemas de licenças e alvarás de funcionamento. Naquela época, o prédio já estava à venda e acumulando dívidas.
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