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Cidades

Associação vai à periferia informar sobre erros médicos

Redação | 25/04/2009 08:22

Com 80 ações em pouco mais de um ano de existência, a Associação de Vítimas de Erros Médicos resolveu levar orientações sobre o assunto à periferia de Campo Grande. No dia 3 de maio, faz a primeira palestra no bairro Aero Rancho, para mostrar o que é, como denunciar e como cobrar a reparação dos danos causados por profissionais irresponsáveis.

Segundo o presidente da AVEM, Valdemar Mendes, 50 casos são contra ginecologistas e obstetras. "Esses especialistas são líderes em reclamações. A procura maior é por causa de erro na hora do parto", afirma.

A história do bebê Nicolas Silva Mendes, de 1 ano e sete meses, ilustra bem essa situação. A associação impetrou ação por danos morais e materiais a pedido da mãe da criança, Simone Mendes.

Na fase de gestação, ela garante ter feito todo acompanhamento pré-natal na Maternidade Cândido Mariano e diz que nunca foi constatado qualquer problema.

Mas, de acordo com a família, com a demora para a realização do parto, o bebê teve paralisia e lesão cerebral.

Para a aposentada Ereí Fernandes Monteiro, de 73 anos, o problema foi com Ortopedia. Ela foi submetida a cirurgia no braço esquerdo por conta de uma fratura provocada após queda. No procedimento cirúrgico, o médico iseriu pinos para que o braço fosse reabilitado.

O caso ocorreu há cerca de dois anos e desde então ela sofre. O braço ficou visívelmente torto e a justificativa que o especilaista deu para a paciente foi de que fisioterapia resolveria o problema.

"Procuramos por outro especialista para uma segunda avaliação, que me orientou a não fazer uma nova cirurgia. Segundo ele, não adiantaria", conta desanimada, afirmando que espera ao menos receber uma idenização.

Na lista de casos onde houve erro de avaliação, há também especialista em Ortondontia. A esteticista Edmara Viana Gonçalves, de 25 anos, foi uma vítima desse tipo de profissional.

Ela conta que percebeu a necessidade de fazer o aliamento dos dentes e procurou uma clínica na Capital especializada para fazer apenas orçamento do serviço.

Na primeira consulta foi convencida pela profissional a colocar naquele mesmo dia o aparelho, sem ter sido feito exame radiológico. "Saí de lá já com o aparelho e ela me orientou a fazer a radiografia documentada depois disso".

Já usando o aparelho, a esteticista fez a radiografia que constatou a necessidade de três extrações de dentes cisos, mas o procedimento já não era possível sem a remoção do aparelho.

Por falta de espaço, os dentes de Edmara tiveram movimento contrário ao esperado e se deslocaram todos para frente. "Fiquei usando o aparelho por mais de um ano e tive como resultado inflamação no maxilar e problemas na articulação da mandíbula. Tenho dificuldade de sorrir e evito falar com as pessoas. Além disso, passei a ter depressão e fortes dores de cabeça".

Ela conta que procurou o responsável pela clínica, que teria negado a reparação do erro cometido por um dos profissionais contratados por ele. "Ele disse para eu procurar meus direitos".

Morte - O caso mais grave, relatado pelo presidente da associação, foi a morte de Nelson Tadaschi no ano passado, por complicações depois de exame de endoscopia.

Exame feito no IML (Instituto Médico Legal) comprovou que houve a perfuração no duodeno no momento do exame, mas a família não havia sido informada.

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