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Cidades

Até no chinelo: Presídios de MS batem recorde de apreensão de celulares

Em 2016, presídios tinham 2.916 celulares, 77 kg de maconha e 248 litros de bebida artesanal

Por Aline dos Santos | 30/01/2017 11:19
Agentes flagraram celulares dentro de chinelos.(Foto: Divulgação)
Agentes flagraram celulares dentro de chinelos.(Foto: Divulgação)

Com média de quase oito flagrantes por dia, 2016 teve recorde de apreensão de celulares no sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul: 2.916 aparelhos. Os celulares mantêm o crime conectado, servem para ordenar ações nas ruas e protagonizam cenas inusitadas, como aparelhos “recheando” par de chinelos.

De acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o desempenho do ano passado superou em 19% as apreensões de 2015 e foi o dobro dos flagrantes de 2014. Em 2015, o total de celulares apreendidos foi de 2.473. No ano de 2014, foram recolhidos 1.474 aparelhos de telefonia móvel.

Conforme a assessoria de imprensa da agência, o aumento foi pela intensificação de pente-fino nos presídios. Com relação ao total de acessórios para celulares, foram contabilizadas 3161 apreensões, entre carregadores, chips e demais componentes.

O balanço também aponta que, em 2016, foram apreendidas 260 armas artesanais, como ferros pontiagudos retirados da própria estrutura das celas. As drogas também vencem os muros dos presídio. Em 2016, foram apreendidos 77,7 quilos de maconha; 2,17 quilos de cocaína, 27 gramas de pasta-base e duas gramas de haxixe.

Também foram apreendidos 96 porções de maconha e 10 papelotes de cocaína, cujos pesos não foram informados. Outros 248,3 litros de bebidas artesanais, confeccionadas por internos a partir de restos de alimentos, foram recolhidos por agentes penitenciários.

Conforme o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa, o ingresso de objetos proibidos ocorre pela dificuldade de revista diante do grande número de visitantes todos os sábados e domingos, em torno de quatro mil pessoas, e porque os objetos são arremessados.

“Diante da impossibilidade de garantirmos, na totalidade, que equipamentos e produtos proibidos ingressem em nossas unidades prisionais, temos esse trabalho importante de impedir que os internos permaneçam com esses ilícitos”, afirma Stropa.

Na última sexta-feira (dia 27), a direção da Agepen, incluindo Stropa, foi alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que investiga os crimes de peculato, falsidade documental e corrupção.

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