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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

18/12/2009 19:16

Repórter News: Mãe com filho anão é ironizada em atacado

Redação

Claudia Mara Farias e seu filho Vinícius, de 5 anos, foram vítimas de ironia por atendentes e outros clientes de um supermercado de Campo Grande. Segundo ela, a humilhação aconteceu ontem, por volta das 17h, quando ela foi ao estabelecimento para fazer compra na companhia dos dois filhos.

Conforme e-mail enviado por Claudia ao Campo Grande News, seu filho Vinícius sofre de acondroplasta, deficiência que provoca o nanismo. Por isso, quando Claudia vai ao supermercado com ele, geralmente passa a compra em caixas exclusivos para idosos, deficientes e gestantes.

Ontem, porém, a situação foi diferente, já que quando foi pagar o que havia comprado, a atendente do caixa informou que ela não poderia passar a compra ali. Ela citou à atendente que o nanismo é considerado uma deficiência pela lei brasileira, pelo decreto 5.296/2004.

Após a argumentação de Claudia, a atendente riu e ironizou sua explicação. "Perguntei a ela se precisava de algum comprovante de identificação da deficiência e a atendente continuou rindo, juntamente com outros clientes".

Segundo Claudia, a lei ampara as mães que tem filhos com algum tipo de deficiência e precisam de ajuda para sua locomoção e vai além, ao determinar que nem todos os aposentados têm direito a usar o caixa preferencial por não terem ainda se enquadrado à terceira idade.

Depois de mais esta explicação, "ainda assim eles continuaram rindo". No local, inclusive, um idoso que estava na fila e se cansou de esperar, passou para um caixa que não era preferencial, de acordo com Claudia.

"Também havia um casal que estava passando compras no respectivo caixa e não parecia idoso, muito menos portador de deficiência e a mulher não estava grávida", denunciou Claudia.

"Achei um desrespeito a atitude da atendente. Pedi ao meu filho mais velho para cuidar do seu irmão e procurei o atendimento ao cliente para falar com o gerente. Fui informada que deveria registrar o ocorrido num formulário, no qual informei o acontecido", disse a consumidora.

A cliente decidiu encaminhar a denúncia ao Campo Grande News pois precisava desabafar. "Isso acontece todos os dias com vários portadores de deficiência e pais deles que, talvez ficam calados e abaixam a cabeça com vergonha.

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