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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

31/12/2009 11:05

Retrospectiva: Operação Owari estremece Dourados

Redação

Dourados foi palco em 2009 da maior ação já realizada pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, a Operação Owari (ponto final, em japonês), desencadeada para desmontar o esquema liderado pelo empresário Sizuo Uemura e pelos filhos Eduardo Uemura e Sizuo Uemura Filho.

No dia 7 de julho, após um ano de investigações sigilosas e dezenas de horas de escutas telefônicas, a Polícia Federal prendeu 42 pessoas em Dourados, Ponta Porã e Naviraí. Entre os presos estavam sete ocupantes de cargos de primeiro escalão da administração Ari Artuzi (PDT), dos quais o vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR), os vereadores Humberto Teixeira Junior (PDT), Paulo Henrique Bambu (DEM) e o presidente da Câmara Sildei Alves (DEM), Sizuo Uemura, a mulher dele e quatro filhos do casal, empresários locais, servidores municipais, o vice-prefeito de Ponta Porã Eduardo Esgaib Campos (DEM), a mulher dele e assessora de assuntos jurídicos da prefeitura, Paula Consalter, e o presidente da Câmara de Naviraí, José Odair Gallo (PDT).

Também estavam entre os acusados o ex-secretário estadual de Saúde, João Paulo Barcellos Esteves, que ocupou a Secretaria de Saúde na administração de Laerte Tetila (PT) e o filho do ex-prefeito petista, o dentista André Freitas Tetila.

As prisões foram decretadas pela juíza Dileta Terezinha Souza Thomaz, da 1ª Vara Criminal de Dourados. Menos de uma semana depois, todos estavam em liberdade beneficiados por liminar do desembargador Claudionor Abss Duarte, do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Sizuo Uemura, Eduardo Uemura e Sizuo Uemura Filho ficaram mais alguns dias na Phac (Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa) porque tinham sido recolhidos por mandado de prisão preventiva. Ernani Roberto de Assis, o Polaco, funcionário de Sizuo, ficou nove dias na cadeia, porque foi autuado também por porte ilegal de arma.

A família Uemura foi acusada pela Polícia Federal de manter, por vários anos, um esquema de fraude em licitações para controlar serviços públicos em vários setores. Para isso, segundo a PF, contava com o apoio de servidores e políticos.

A investigação levou a PF a desencadear outra operação paralela, a Brothers, que apurou a organização criminosa montada pelos irmãos Everaldo e Eduarte Leite Dias, donos de empresas que mantêm contrato com órgãos públicos nas áreas de transporte, limpeza pública, poda de árvore e coleta de lixo.

Quase seis meses depois das prisões, 28 das 73 pessoas indiciadas pela Polícia Federal já foram denunciadas pelo MPE (Ministério Público Federal). Novas denúncias devem ser apresentadas no início do ano, segundo previsão dos promotores que trabalham no caso.

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