Rota reduzirá tempo de exportação em duas semanas, lembra presidente de agência
Corredor pelo Pacífico diminuirá custos de exportação brasileira para mercados asiáticos
Questionado pelo Campo Grande News nesta terça-feira (17), em evento em São Paulo (SP), o presidente da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Viana, comentou que o trecho, que ligará o Porto de Santos a Antofagasta, no Chile, passando por Campo Grande e várias outras cidades sul-mato-grossenses, encurtará e muito a demora para que produtos brasileiros sejam enviados para a China, principal parceiro comercial do Brasil.
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A Rota Bioceânica, que conectará o Porto de Santos a Antofagasta, no Chile, passando por Campo Grande e outras cidades sul-mato-grossenses, promete reduzir significativamente o tempo de exportação para a Ásia. Segundo Jorge Viana, presidente da Apex-Brasil, a rota pode diminuir em até duas semanas o período de transporte. O corredor, que atravessa Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina, coloca Mato Grosso do Sul em posição estratégica. Com 40% do comércio mundial concentrado na Ásia, a nova rota representa não apenas economia de tempo, mas também maior competitividade para produtos brasileiros como soja, milho, carne bovina e celulose.
"Os custos são drasticamente diminuídos quando você faz a chegada no Pacífico", afirmou Viana, mencionando como as rotas pelo estado do Acre, o qual já foi governador, reduziram em duas semanas o tempo para exportações ao gigante asiático.
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O ex-governador lembrou que as exportações do Acre cresceram muito nos últimos três anos justamente por conta dessa vantagem logística em relação às rotas tradicionais pelo Atlântico.
O Mato Grosso do Sul tem uma proposta de fazer um caminho através de Santa Cruz de La Sierra, buscando chegar até o Pacífico. Nós já temos a rota que é pelo Acre. Se você contar do Acre, que foi um estado que cresceu muito as exportações nos últimos três anos, você diminui em quase duas semanas o tempo que um navio da Costa do Atlântico, estou falando de Porto de Santos, gastaria para chegar até os mercados da Ásia”, disse.
Viana destacou ainda que cerca de 40% do comércio mundial se concentra na Ásia, o que torna a proximidade logística com aquele mercado cada vez mais estratégica para o Brasil.
Para ele, sair pelo Pacífico não é apenas uma questão de tempo, é uma questão de competitividade. Enquanto navios que partem do Atlântico percorrem trajetos longos contornando continentes, a rota pelo interior da América do Sul permitiria cortar caminho de forma significativa, barateando o frete e tornando o produto brasileiro mais competitivo nas prateleiras asiáticas.
Rota Bioceânica - A Rota Bioceânica Central, como é chamado o corredor, atravessa o Brasil, o Paraguai, a Bolívia e a Argentina antes de chegar ao Chile.
No trecho brasileiro, Mato Grosso do Sul ocupa posição central, o que coloca o Estado em evidência num projeto que envolve quatro países e tem potencial de redesenhar a logística de exportação de toda a região.
Vale ressaltar que o Estado tem produção expressiva de soja, milho, carne bovina e celulose — itens com alta demanda no mercado asiático.
Viana participou do Fórum Empresarial Brasil-Bolívia, na Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo).
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