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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

19/05/2011 13:51

Brincadeiras aparentemente inocentes são primeiro sintoma de bullying

Paula Vitorino

Por ser baixinho, garoto teve de deixar futsal. Comentários discriminatórios dentro da própria casa incentivam bullying

Exclusão é principal efeito do bullying. (Foto: João Garrigó)Exclusão é principal efeito do bullying. (Foto: João Garrigó)

Identificar e prevenir são os principais meios para combater o bullying, de acordo com educadores e especialistas no tema. Para isso, é fundamental que pais e educadores estejam atentos a sintomas que podem indicar que a criança ou adolescente está enfrentando o problema, seja como parte agressora ou como vítima.

O problema geralmente começa com brincadeiras tidas como inocentes e apelidos "bobos". Os alertas são da diretora da Escola Municipal Múcio Teixeira Júnior – Vila Carlota, Cleia Aparecida Freitas, que em 2011 completa três anos do projeto “Bullying e o mal que causa”.

A iniciativa surgiu como uma medida de prevenção, quando a expressão inglesa que defini atitudes repetitivas de agressão, verbal ou física, ainda começava a ganhar espaço nas discussões entre educadores do Brasil.

De acordo com a diretora Cleia Aparecida Freitas, o projeto tem como principal objetivo ensinar os alunos sobre a importância do respeito e dos limites em relação ao colega. Palestras com o tema são realizadas bimestralmente, mas ações estão presentes no dia a dia do ensino.

“Eles aprendem que cada um tem seu nome e que chamar o outro por suas características, como “ô baixinho, gordinho” ofende, não é legal. Às vezes pequenas atitudes, brincadeiras prejudicam a outra pessoa, cada um tem suas diferenças. É preciso que cada um respeite o direito do outro e não extrapole os seus, porque pra tudo existe limite”, ressalta.

Quando os professores identificam pequenas brincadeiras, mas que levam à exclusão na sala de aula, ou outros tipos de agressão, como apelidos, a questão é levada para a orientação educacional. Então, o educador desenvolve um trabalho especifico de inclusão com àquela turma de alunos.

As medidas têm o objetivo de identificar quem está causando o bullying e também quem está sofrendo, para orientar as duas partes. Os resultados das medidas de prevenção, segundo a diretora, são percebidos diariamente com o número zero de casos de bullying na Escola.

Consequencias - Diferente de outras formas de agressão, no bullying, tanto o agressor quanto a vítima carregam as conseqüências da atitude pelo resto da vida.

Segundo a defensora pública Olga de Marco, que trabalha com causas ligadas ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), muitos adultos acusados de cometer crimes diversos fizeram ou sofreram bullying na adolescência.

Ela ainda ressalta que ações preventivas são fundamentais para evitar que o bullying chegue até uma disputa judicial. “O adolescente já vai começar a vida com o peso de um processo judicial e tudo por causa de uma brincadeira, que não teve limites e nem a orientação correta”, diz.

A defensora esclarece que o bullying não acontece só dentro das escolas, mas em todo local onde existe convivência de um grupo. Segundo Olga, não existe uma lei especifica que trate do bullying e por isso cada caso precisa ser analisado individualmente, sendo adequado de acordo com o ECA.

Nesta manhã, a defensora esteve na Escola Municipal para ministrar palestra sobre o tema, como parte das ações da Campanha Nacional Crianças e Adolescentes – Primeiro, que irá distribuir cerca de mil cartilhas em escolas da Capital.

Preconceito - De acordo com os especialistas, a prevenção exige um trabalho conjunto da escola e da família, que são os primeiros meios de convivência da criança. A diretora Cleia alerta que as crianças já chegam às escolas com muitos preconceitos adquiridos dentro da sociedade.

“O aluno fala que não vai brincar com tal criança porque ela é pretinha ou de outra religião, por exemplo. E com esses preconceitos vão sendo feitas as exclusões no meio de convivência. Ela escuta do pai ou da mãe, ou até na televisão, e depois carrega o conceito com ela”, diz.

De acordo com Cleia, o bullying começa a ganhar mais dimensão a partir dos 12 anos, na adolescência. “Ele afeta a socialização, muitos acabam não sendo amigos de determinada pessoa por conta de preconceitos. Isso desarticula a vivência de toda a sociedade”, frisa.

Pedro teve de sair de futsal por causa de bullying. Pedro teve de sair de futsal por causa de bullying.

Baixinho - Por isso é tão importante o diálogo não só dentro da escola, mas também na família. A professora Andréia Cristina de Oliveira, de 35 anos, percebeu que tinha algo de errado com o filho de 7 anos após o garoto pedir para não ir mais ao futsal, mesmo sendo apaixonado pelo esporte.

“Ele chegou a chorar pedindo para não ir mais ao futsal. Já tínhamos comprado roupa, tudo para ele, mas com menos de duas semanas de aula ele parou de ir”, diz.

O garoto Pedro Henrique Garcia da Fonseca, de 7 anos, conta que os colegas do time de futsal apelidavam ele de “anãozinho” e diziam que ele não podia jogar bola, porque não iam passar a bola para ele.

A situação persistiu pelas duas primeiras semanas de aula, até que o garoto parou de frequentar o futsal. Andréia diz que o filho sempre foi o mais “baixinho” da turma e que já tinha participado de campeonatos de futsal, sem nunca ter sofrido algum tipo de exclusão.

Andréia conversou com o professor de futsal, mas a conversa com os demais alunos não teve resultado. Neste ano Pedro mudou de colégio e matriculou-se no futsal de novo. “Agora não tem mais nenhum problema. Acho que a preocupação da escola com esse tipo de problema conta muito, precisa ter um trabalho de prevenção”, diz a mãe.

Pedro afirma que ainda fica triste ao lembrar da história, que acontece há um ano, e garante que ter contado para a mãe sobre o problema ajudou. “Se tivesse continuado lá ficaria mais triste”, diz.

Agora, a mãe afirma que a família também procura mudar alguns hábitos que podem incentivar a discriminação.

“A gente parou de assistir televisão, pro exemplo, e falar alguma coisa do tipo ‘olha que pessoa feia” ou algum outro comentário sobre a cor, religião da pessoa. Às vezes sem perceber a gente acaba incentivando o bullying”, alerta.

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ESPERO REALMENTE ACREDITAR EM VCS, POIS MEU FILHO TEM 7 ANOS E ESTUDA NA ESCOLA MUCIO TEIXEIRA E ATE HJ NAO ENGOLI O FATO DA PROPRIA PROFESSORA TER GRAMPEADO UM BILHETE NA GOLA DO UNIFORME DO MEU FILHO, LEVEI A DIRETORA MAS NAO TIVE RESPOSTA , UM DIA MEU FILHO CHEGOU CHORANDO PQ A PROFESSORA DA ESCOLA E OS ALUNOS RIAM DELE POR ALGO QUE ELE NAO SOUBE ME EXPLICAR, MAS NAO ESTOU FALANDO QUE ELE É INOCENTE , MAS ESPERO REALMENTE ACREDITAR QUE VCS PRATICAM ESSAS ATIVIDADES , E NAO SERA SO MIDIA, TRABALHO DEMAIS NAO TENHO MT TEMPO A IR NA ESCOLA , MAS ELE NAO E SOZINHO, ELE TEM MAE E SE PRECISAR ESTAREI SIM A DISPOSICÃO MAS ASSIM QUE PUDER VOU TIRAR MEU FILHO DESSA ESCOLA , E NAO INDICO ELA A NINGUEM, NAO TIREI POR FALTA DE TEMPO MAS PODE TER CERTEZA QUE ELE NAO TERMINA O ANO LA. BOA SORTE AS MAES. QUE ACREDITAM NESSA BABOZEIRA.
 
ELIANE SANTOS em 20/05/2011 10:49:43
Acredito também que o bullying é uma questão de educação, ou melhor dizendo a falta de educação por parte dos pais. É obrigação fundamental dos pais e da família educar seus filhos.
Escola é lugar de receber conhecimento. O que acontece na realidade é que esta obrigação está sendo delegada a outros, professores, inspetores, diretores, merendeiras, e no deslocamento até a escola até motoristas, cobradores e fiscalização estão participando deste processo sem terem conhecimento ou obrigação de fazê-la.

Bullying não acontece somente nas escolas. Nos terminais desta capital, nos coletivos, quem utiliza o transporte coletivo ou trabalha nestes ambientes convive e presencia ocorrências diárias.
 
Luiz C P Chaves em 20/05/2011 09:56:55
Realmente os preconceitos existem,embutido mas existem.Eu mesmo tive na escola uma amiga pretinha,ninguém QUERIA A COMPANHIA DELA.Porque?Eu era sua unica miga.Em escolas particulares,é que existem mesmo.Você tem que ser bonita,rica e viver na badalação.
 
Beatriz Mello em 20/05/2011 08:41:29
Acredito que esse tal de bullying só surgiu na mídia agora por falta de assunto do jornalismo porque já existe a décadas. Quem nunca foi chamado de magrelo(a), 4 óculos, gorducho(a), baleia ou qualquer apelido pejorativo?
O que sempre deve haver é um diálogo aberto entre pais e filhos para que o bullying não gere violência ou qualquer outro problema.
 
Paulo R S Sousa em 20/05/2011 07:53:21
FIQUEI MUITO ORGULHOSA EM LER ESSA REPORTAGEM SOBRE A ESCOLA MUCIO. MINHA FILHA ESTUDOU LÁ POR VÁRIOS ANOS E QUANDO TERMINOU O ENSINO FUNDAMENTAL TIVE QUE TROCÁ-LA DE ESCOLA, COMN TRTISTEZA NO CORAÇÃO. SEI O QUANTO O MUCIO É UMA ECOLA INCLUSIVA, CUIDADOSA E COMPOSTA POR PROFISSIONAIS CAPACITADOS. PARABÉNS A QUEM ESCREVEU ESTA REPORTAGEM, ESTÁ FAZENDO UMA HOMENAGEM MERECIDA A UMA ESCOLA QUE PRIORIZA ENSINO DE QUALIDADE TRABALHADO COM AMOR
 
GISELE DE PAULA em 20/05/2011 03:43:22
Quero meus direitos garantidos, ou será que quando um aluno que não recebeu a devida educação em casa, me chama de: "VÉINHA CHATA", isto não é bullying?
Tem muita gente falando em bullying, porque não tem o que fazer!
 
Hilda França em 19/05/2011 08:05:29
Que dia farão uma matéria acerca do bullying contra o professor????
 
Flavio Serafim em 19/05/2011 06:07:13
Desde pequena me chamam magrela, não me incomodo, pois tenho 42 quilos e 48 anos, meus amigos me dizem magrela e para mim, tudo bem , pois não tenho complexo. Sou desde pequena feliz assim, morrerei assim, se é preconceito não levo o meu caso a sério.
 
célia regina de Campos em 19/05/2011 05:23:44
O Bullyng existe sim e é grave. Porém mais grave, é a adoção desse têrmo em inglês, que só faz confundir a cabeça das crianças.
Antes, quando era conhecido como "apelido" parece que era mais fácil.
O que está acontecendo na verdade, é que estão fomentando anda mais a rivalidade entre as crianças, porque acham muito bonito falar no assunto.
Pior é que tem muita gente tirando proveito disso,
 
Beatricy Bento em 19/05/2011 05:23:26
Concordo com o comentário da Paula Nokuseo...realmente crianças de hoje não tem mais aquela "malicia", no meu tempo tudo isso existia e eu não fiquei traumatizada e nem morri por isso. Se houvesse alguma briga na escola fica por lá mesmo pk, no outro dia estava tudo de boa como nada tivesse acontecido, acho que esse tal de "bullying" e para gerar polêmica na cabeça destas criança e da própria sociedade que gosta de dramam sensacionalismo, acho que os pais qdo souberem de algo assim repreenda o filho em casa tudo isso vai da educação que dada no leito familiar... "ah já ia me esqueçendo o pai ou mãe se hoje bater no filho será acusado de violência contra criança." Aonde vamos para minha gente não se pode educar na escola mto menos em casa, vai continuar sendo sempre assim, existindo essa tal palavra mto da esquisita "bullying", acorda sociedade antes tudo isso existia, e hoje estamos todos vivos agora continuem fazendo alardes desses podem ter certeza que as coisas ão de piorar...
 
Alessandra Vieira em 19/05/2011 05:01:39
Se você cresceu comendo comida caseira, andava de bicicleta sem capacete, sua casa não era à prova de crianças, você tomava uma surra se se comportava mal, tinha uma TV com 3 canais e tinha que levantar para mudar ou para mexer na antena, bebia água de torneira, sofria bullying na escola e saía NORMAL, toque aqui o

@ogroman
 
ALISSON ALAN PEREIRA em 19/05/2011 04:37:56
É de extrema importância a iniciativa da escola Múcio, a direção e os demais funcionários desta escola tem feito um trabalho maravilhoso, não só no que diz respeito ao bullying ,mas contra todo o tipo de preconceito. Parabéns pela aplicação dos projetos!!!
 
Janice Rezende em 19/05/2011 04:27:13
Acredito que o bullying é uma questão de educação. Se a pessoa for educada ou policiada para respeitar o semelhante, independente de qualquer situação, deixando o que acha ou pensa, só para si, o "outro" será respeitado, independente de suas diferenças. Se é que seja diferença.
 
Isaias Avila de Paula em 19/05/2011 03:42:56
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