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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

13/01/2008 14:11

Capital recebe mais doses contra febre amarela

Redação

O superintendente de Vigilância em Saúde de Mato Grosso do Sul, Eugênio de Barros, informou neste domingo ao Campo Grande News que a Secretaria Estadual de Saúde autorizou no sábado um reforço de mais 20 mil doses de vacina contra febre amarela para Campo Grande, em razão da grande procura pela imunização. O aumento foi gerado pela confirmação de dois casos recentes, um com morte e outro em que a vítima da doença esteve em Mato Grosso do Sul, em viagem ao município de Bonito, antes de ter o diagnóstico confirmado por um hospital de São Paulo (SP), onde está internada.

Barros afirmou que não há motivo para correria nem desespero, pois não há casos de febre amarela urbana no País desde a década de 40. Mas admitiu que, no ritmo em que as pessoas estão procurando se imunizar, elas poderão ter que "esperar alguns dias", pela reposição das doses. Em Campo Grande, o movimento nos postos tem sido intenso, tanto que na semana passada já tinha sido anunciado um outro reforço, de 15 mil doses.

Além de Campo Grande, Bonito também recebeu uma carga extra, de três mil doses da vacina, além de dois carros para borrifação de veneno e técnicos para atuar na cidade depois que foi divulgado em todo o país que a mulher internada em São Paulo com a doença esteve na cidade. Apesar disso, o superintendente afirma que foi um caso "isoladíssimo".

As ações em Bonito, informou, estão concentradas na imunização de quem nunca recebeu vacina e na borrifação da área de transição de mata para a região urbana de veneno contra os mosquitos vetores da febre amarela silvestre, o haemagogus e o sabethes. Na área urbana, o transmissor da doença é o mesmo da dengue, o aedes aegypti, mas para isso é preciso que alguém infectado por um vetor silvestre seja picado por um mosquito urbano, que teria o potencial de transmitir a doença.

Por isso, combater o mosquito da dengue também é uma ajuda acessória.

Suspeitas descartadas - Segundo Eugênio de Barros, no Estado, houve notificações de outros casos suspeitos de febre amarela em Bataguaçu e Camapuã e nenhum foi confirmado.

Ele alertou que a principal prevenção contra a doença é a imunização. Mas disse que as pessoas precisam tomar cuidado para não tomar doses desnecessárias. Segundo ele, só precisa procurar os postos de imunização quem nunca foi vacinado ou quem está com a dose vencida. Ela tem validade de dez anos.

O médico esclareceu que para quem tomar a dose já tendo sido vacinado existe até risco de reações adversas.

Trabalho contínuo O superintendente disse que a Secretaria de Saúda já vinha recomendando desde o ano passado a vacinação seletiva em todos os municípios, ou seja, para quem não havia sido imunizado. Mesmo com a notícia de que um caso possa ter surgido no Estado, ele negou que haja risco de uma epidemia da doença, tal como ocorreu com a dengue em 2007.

As ações em Bonito, informou, estão concentradas na imunização de quem nunca recebeu vacina e na borrifação da área de transição de mata para a região urbana de veneno contra os mosquitos vetores da febre amarela silvestre, o haemagogus e o sabethes. Na área urbana, o transmissor da doença é o mesmo da dengue, o aedes aegypti, mas para isso é preciso que alguém infectado por um vetor silvestre seja picado por um mosquito urbano, que teria o potencial de transmitir a doença.

Por isso, combater o mosquito da dengue também é uma ajuda acessória, principalmente depois das chuvas dos últimos dias.

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