A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

02/08/2013 12:04

"Bandidões" dormem e põem ralé para passar a noite em pé em presídio

Graziela Rezende

Enquanto presos que cometeram uma série de assassinatos, latrocínios (roubo seguido de morte) e outros crimes graves dormem nas celas, por serem considerados os “bandidões” do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima, em Campo Grande, autores de crimes de menor potencial aguardam o banho de sol do outro dia para poder descansar, de acordo com os agentes penitenciários.

“Eles precisam revezar para dormir e em uma cela que caberia quatro pessoas, geralmente tem 20. Fica impossível até para fazer a revista, algo que faz parte das nossas obrigações e impediria, por exemplo, a entrada de celulares nas celas e as ações do crime organizado. Porém, em muitos casos, eles nem aceitam a nossa entrada”, afirma o presidente do Sinsap/MS (Sindicato dos Servidores em Administração Penitenciária), Francisco Sanábria.

Com um número muito maior de presos do que de servidores, Sanábria ressalta que os agentes penitenciários vivem sob altíssimo estresse, já na véspera de assumir o plantão. “Há dois anos, a situação era pior ainda, porque eles davam ordens de que não entraríamos de maneira alguma nas celas. Hoje vivemos assim: eles fingem que mandam e a gente finge que obedece”, diz Sanábria.

A superlotação, segundo Sanábria, também culmina em medo por parte dos agentes e policiais militares que cuidam do complexo penitenciário. “As condições oferecidas são tão péssimas que os agentes vivem com medo. Se aqui imperar a “lei do mais forte”, todos estamos perdidos e com isso a categoria fica impotente”, garante o presidente.

Indignado com a situação, o presidente da Fenaspen (Federação Nacional dos Servidores em Administração Penitenciária), Fernando Anunciação, também diz que o presídio que deveria recuperar as pessoas, se tornou em um “estímulo ao crime”.

“A Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), quando vem aqui, só vistoria uma parte dos seis pavilhões, não passando nem de dois. Até eles não tem estrutura e suporte para averiguar as celas”, ressalta Anunciação.

Por conta disso, continua nos próximos dias a recusa de presos. “Na segunda-feira (5), quando já ocorreram os flagrantes do final de semana, em média 40 presos permanecem nas delegacias. E garantimos que se nenhuma atitude for tomada, não vamos receber ninguém. É só assim para chamar a atenção das autoridades sobre o nosso problema”, finaliza Anunciação.

 Irregularidades: O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por sua Promotoria de Justiça titular do 50° PJ, recomendou recentemente ao diretor do Instituto Penal de Campo Grande, Erani Antônio Bueno, que tome providências, tais como sanar as irregularidades elétricas das celas em geral, com fiações expostas, soltas e com emendas precárias, além da reforma das paredes das celas, pois estão com mofos e umidade, realização de camas nos concretos, entre outros pedidos.

O órgão aguarda o prazo de 30 dias para uma resposta sobre os pedidos, devendo providenciar as medidas, de acordo com a promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentim.



Reforma no Judiciário já! Aqui fora tem muito mais bandido do que lá dentro...
 
José Alves em 02/08/2013 16:30:05
Absurdo, vergonha, indignação... enquanto isso a corrupção e a má administração impera nos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo sem exceção... isso é Brasil Desordem e Retrocesso... ano que vem tem votação... abram o olho... se bem que estamos mal no quesito de opções em quem votar...
 
David Filho em 02/08/2013 14:41:31
Concordo com o Sr.DARIO BARROS CAVALIERI Tem que colocar para trabalhar esse abando de vagabundo ali não tem nem um coitadinho!! Tem que fazer como foi feito no Carandiru meter bronca.
 
Cleber Lima em 02/08/2013 14:01:34
A que ponto chegamos hein, nossos agentes penitenciários são reféns dos meliantes, acho que a melhor solução seria dar um "sumiço" em 50% dos presos, principalmente desses chamados "bandidões", mas aí o pessoal dos "direitos humanos" iria protestar.
 
Kaio Gleizer em 02/08/2013 13:56:35
Em carandiru resolveram facinho o problema de supr lotacao
 
Alex Andre De Souza em 02/08/2013 13:48:08
Mandem o excesso de preso para o "AQUÁRIO PANTANAL", o valor gasto com essa obra daria muito bem para construir um presidio bem maior do que o que já existe em Campo Grande. Agora a população tem que aguentar calada e esperar esse barril de pólvora preste a estourar culmine com a fuga de presos e venha prejudicar as pessoas de bem, e o responsável por tudo isso é o ESTADO que não toma nenhuma providência para evitar futuramente um caos.
 
Douglas Ruiz em 02/08/2013 13:40:10
Não entendo esta preocupação, tenho policiais na família e conheço muitos também, e nunca houvi de nenhum deles que algum bandido tenha ligado em alguma delegacia dizendo que iria cometer um crime mais estava preocupado se haveria vaga para ele, caso fosse preso.
 
Marco Alves em 02/08/2013 12:52:15
SE QUEREM CONFORTO TEM QUE TRABALHAR E DEIXAR DE COMETER QUAIS QUER, QUE SEJA O DELITO DE ALTO OU BAIXO POTENCIAL,VAI TRABALHAR CAMBADA DE SAFADO NÃO AGUENTO MAIS PAGAR IMPOSTO PARA SUSTENTAR ESSA RAÇA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! SABIAM QUE ERA PAU,FORAM ENTRAR NESSA PQ QUISERAM! CERTEZA QUE NÃO FOI POR MEIO DE CONCURSO.
 
DARIO BARROS CAVALIERI em 02/08/2013 12:36:00
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions