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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

18/09/2013 15:58

"Pancadão" acaba com a fama de família e calmo do Santo Antônio

Helton Verão
A boate na rua Taquari no Santo Antônio está estragando o bairro, acusam moradores (Foto: Cleber Gellio)A boate na rua Taquari no Santo Antônio está estragando o bairro, acusam moradores (Foto: Cleber Gellio)

O bairro Santo Antônio, que sempre foi conhecido por ser residencial e “família” como os próprios moradores classificam, em pouco mais de um ano, está ganhando um estereótipo indesejável e perdendo o sossego por conta da baderna que acontece nas redondezas de uma boate, conhecida como o “pancadão”, que acontece na rua Taquari.

Desde 2011 instalada no local, recentemente mudou seu foco e se dedica a festas de funk. Onde os moradores identificaram o início do problema. “Quando era sertanejo no início, não aconteciam tantos problemas, parecia um povo mais tranquilo. Com o funk, a região está ficando toda suja, barulhenta e com problemas do vandalismo. O som da casa em si não incomoda, mas quem ela atrai que é o problema”, conta a artesã de 46 anos, Joseane de Matos.

De acordo com Joseane, em dias de evento na casa é impossível trafegar pela Taquari e ruas vizinhas. “Não tem como carro, nem o ônibus passar, fora que os carros ficam estacionados por toda região em frente as residências. Não temos mais sossego. Outro dia um carro bateu no meu portão. A vizinha outro dia teve que dar várias voltas no quarteirão para entrar em sua casa, pois haviam uns rapazes escorados na grade da casa dela”, reclama a artesã.

Quando a boate se preparava para inauguração, moradores e empresários se reuniram para definir um acordo para não haver atrito. Entre eles estava a preservação da região, com limpeza e a limitação do som para apenas o ambiente interno da casa. “Nós que estamos limpando o local após as festas” acusa o grupo de moradoras.

A academia ao ar livre que foi construída há menos de um ano, já tem equipamentos danificados e as moradoras dizem que a partir das 22 horas o público, que frequenta a casa, já ocupa aparelhos e o playground. “Conseguiram destruir um aparelho não sei como, guardei ele lá em casa para ver se ainda tem como instalar ele de volta. Foram oito anos para conseguirmos essa academia, em menos de um ano já destruíram”, lamenta Joseane.

Nossa equipe encontrou uma camisinha usada em frente a boate (Foto: Cleber Gellio)Nossa equipe encontrou uma camisinha usada em frente a boate (Foto: Cleber Gellio)
Aparelho da academia ao ar livre foi arrancado em menos de um ano da sua inauguração  (Foto: Cleber Gellio)Aparelho da academia ao ar livre foi arrancado em menos de um ano da sua inauguração (Foto: Cleber Gellio)

Outra moradora indignada é Solange Aparecida, 38 anos. Ela relata que os frequentadores fazem de “mijodromo” qualquer lugar na região. “Agora, a frente da boate virou de boca de fumo e até uma casa de prostituição já abriu próximo ao local. Temos a certeza que menores entram na casa sem problemas, até bater palmas de madrugada em nossas casas eles fazem para pedir dinheiro para entrar na boate”, conta Solange.

A previsão por mais problemas está por vir, de acordo com os moradores, as festas aconteciam as sextas-feiras e nos sábados, mas nesta semana acontecerá de quinta a domingo. “Ouvimos a promessa do encontro de gangues no domingo aqui, parece que a (gangue) do Pioneiros vai descer para cá. As brigas são frequentes, ali no chão tem marcas de sangue de uma moça que ficou ferida numa confusão”, avisa Joseane.

Um abaixo assinado está sendo providenciado pelos moradores do Santo Antônio para retirar a boate do local.

Outro lado - Responsável pelo local, o empresário Jean Paçoca, minimizou os problemas citados pela população, mas diz estar se mexendo para mudar a rotina ao redor de sua boate. “Já encaminhei um ofício à Polícia Militar para proibir os vendedores ambulantes no local. Se eles não estiverem aqui os problemas diminuem, como do lixo de copos, papeis e garrafas”, ressalta Paçoca.

Sobre não estar cuidando da limpeza, Jean nega a situação e diz estar pagando R$ 200 por noite para uma pessoa limpar os arredores da casa noturna. “Pago seguranças particulares para ficar na parte da academia em frente e no playground, não concordo com o que eles estão acusando”, responde Paçoca.

O comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto Davi dos Santos, diz que a situação do incomodo dos moradores não é recente, vem de longa data. “Por mim já não estaria funcionando. Mas uma série de documentos de outros órgãos permitem o funcionamento, então o que cabe a Polícia Militar estamos fazendo. Vamos continuar com a fiscalização”, avisa coronel.

Na última semana uma jovem ficou ferida com um caco de vidro após confusão em frente a boate. O Polícia Militar investiga o caso.

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tem pessoas em CAMPO GRANDE muito preconceituosa e outra o funk tem q ser reconhecido por q ate as crianças escuta funk hoje minha irma escuta funk ostentação e ela só tem 9 anos e vcs acham preconceito.entao essa casa de show eu frequento direto a agr nao tem q fala q as brigas badernas sao dentro da casa de show por q la e bem organizado e cheio de seguranças entao se e la fora coloca policiais e faz uma ronda pelo local nao querer excluir a casa do local isso nao.obrigado sou FUNKEIRO sim com orgulho se vc e comenta ae tbm
 
lucas vinicius em 19/09/2013 09:38:45
Digo uma coisa, não adianta pedir ronda policial, policiamento ostensivo e blablabla se a polícia não tem viaturas e nem combustível suficientes pra isso. Apesar de ainda existirem mal policiais por aí como em qualquer outra profissão, têm também os bons exemplos, que querem trabalhar e fazer o bem. Mas pra isso acontecer falta investimento necessário e o mais importante, falta uma BOA GESTÃO, aplicação honesta e inteligente dos recursos do governo, não somente na segurança mas em todas as áreas como educação, saúde, transporte e muito mais.
 
Jefferson Novaes Nunes em 19/09/2013 08:45:59
Este é o nosso pais, estado e cidade sem cultura, onde é desvalorizado o MPB e exaltado o tal do funk... Isto é uma verdadeira vergonha. Me sinto envergonhada de ser chamada de BRASILEIRA com um povo tão IGNORANTE que ouve funk.
 
Ana Corrêa em 19/09/2013 08:40:53
Esses jovens precisam de Deus , muito Deus, devemos orar e pedi pra Deus ter misericórdia das moças e moços ...
 
Letycia Araujo em 19/09/2013 07:40:36
Sugiro que as pessoas que elogiaram a "excelente cultura musical" do funk carioca, convidem os sócios desse clube a mudarem seu negócio para a esquina da casa deles. Aí conversamos sobre o que é cultura... Convido também os cristãos locais a orarem por esse local, porque nosso Deus é poderoso.
 
Ester Tamae Yamamoto Rees em 18/09/2013 22:00:10
E brincadeira que o poder público ainda conceda autorização para funcionar estes tipos de coisas em bairros familiares. Tem que ter local apropriado, longe das pessoas ordeiras.
 
Jorge Junior em 18/09/2013 21:58:43
Era o que acontecia na minha vizinhança. Além da bagunça e da sujeira, eu levava, em média, uns vinte minutos para chegar da esquina até o meu portão, isso quando não tinha alguém estacionado lá. E o pior é que os próprios bares tocavam na calçada e competiam com os carros de som e propaganda.
Façam BO, mas vão no MP ambiental também.
 
Guilherme Arakaki em 18/09/2013 18:15:01
Esse é a nossa cidade, faz tempo que ando pela a cidade e é difícil ver uma viatura fazendo ronda, cade as blitz molecada ta andando de moto pra cima e pra baixo com motos chamadas de "B.O" e a policia e os agentes nada fazem parecem que tem medo de abordar uma pessoa irregular. Conselho tutelar é só pra apoiar as bagunças feitas por eles em vez de corrigir a garotada proíbem os pais de educarem dos velhos modos, eu apanhei muito do meu pai e nem por isso eu me revolto disso, apanhei de fio de cobre e estou vivo agora se der um tapa numa criança para educa-lá a criança já te ameaça e você ainda leva uma intimação.
 
Evandro da silva em 18/09/2013 17:31:32
Já tô vendo comentários do tipo: "Mimimi, Campo Grande não tem lugar pra se divertir, só farmácia e loja de colchões, só tem velho...". Sugiro a estes que peguem vassouras e pás e limpem a frente da casa dos moradores; que quando estiverem dormindo (deve ser lá pelas 11h da manhã) não reclamem se um desses vizinhos ligar som alto no seu ouvido; não reclame se um desses vizinhos urinar na sua calçada ou jogar camisinhas usadas nela. É fácil reclamar sem se colocar na situação do outro.
 
Paulo Medeiros em 18/09/2013 16:57:51
Em primeiro lugar, a forma como a matéria e os moradores abordaram a questão, ficou latente um preconceito indisfarçável: se antes, os “playboys sertanejos” não causavam problemas, foi só começar a ter “funkeiros pobres”, para que os problemas aparecessem.
E creio que a questão, passa longe disso. Depois da tragédia na Boate Kiss, é de se preocupar que uma boate funcione, p. ex., em um bairro residencial. Com a palavra, as autoridades: a casa possui alvará de funcionamento? O zoneamento urbano permite a existência desse tipo de estabelecimento? Há isolamento acústico, de forma a respeitar a lei do silêncio? Há alvará da SEJUSP para funcionar além da Lei Seca? Os bombeiros aprovaram o plano de segurança? E o MPE, como se posiciona em relação ao Passivo Ambiental Social?

 
Teamajormar ALmeida em 18/09/2013 16:48:38
Em local residencial não pode haver esse tipo de danceteria. Isso é ponto. Os moradores tem toda razão.
Boa sorte...
 
Loadir Ap. Silva em 18/09/2013 16:36:42
isso logo logo acaba igual o duke
 
milton lopes tijuca 2 em 18/09/2013 16:31:31
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