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Campo Grande, Domingo, 25 de Agosto de 2019

24/06/2019 12:29

“Panela quente em geladeira”: Consórcio quer rever ar-condicionado em ônibus

"O ar funciona enquanto é novo e depois não funciona mais. Não é manutenção, mas uma coisa prática", diz João Rezende

Aline dos Santos
Em Campo Grande, frota é de 570 ônibus. (Foto: Henrique Kawaminami)Em Campo Grande, frota é de 570 ônibus. (Foto: Henrique Kawaminami)

Com 14 ônibus com ar-condicionado e tarifa de R$ 3,95, o Consórcio Guaicurus aponta problemas técnicos e busca convencer o prefeito de Campo Grande,  Marquinhos Trad (PSD), a rever a exigência.

“No [ônibus] rodoviário até que funciona. Mas no transporte coletivo o calor é inserido dentro do ônibus a todo tempo. Com porta abrindo e fechando. Pessoa saindo, pessoa entrando. O ar funciona enquanto é novo e depois não funciona mais. Não é manutenção, mas uma coisa prática. Numa analogia bem simplista, ninguém coloca, em sã consciência, panela de comida quente na geladeira”, afirma João Rezende, presidente do consórcio.

Segundo Rezende, o ar-condicionado não resolve o problema estruturante do transporte coletivo. “Eu diria que ele maquia o problema”, avalia.

O veículo com ar-condicionado custa R$ 360 mil e gasta 30% a mais de combustível. O modelo normal tem valor de R$ 300 mil. A frota é formada por 570 ônibus, sendo 14 com ar-condicionado e tarifa de R$ 3,95, além de 21 fresquinhos (micro-ônibus com tarifa de R$ 4,80).

“Temos feito colocações para o prefeito rever esse ponto de vista. Embora tenha sido uma abordagem na campanha, tenho certeza que faltava informação. Estamos tentando sensibilizá-lo”, diz.

Para o consórcio, a redução na tarifa depende de cortes nas gratuidades, que totalizaram 14 milhões de viagens em 2018; enquanto o aumento da eficiência do serviço está condicionado às faixas exclusivas para ônibus.

Formado por quatro empresas, o Consórcio Guaicurus venceu licitação para explorar o transporte coletivo até 2032.

Segundo Rezende, ônibus com ar custa R$ 60 mil a mais e tem gasto 30% maior de combustível. (Foto: Marina Pacheco)Segundo Rezende, ônibus com ar custa R$ 60 mil a mais e tem gasto 30% maior de combustível. (Foto: Marina Pacheco)


Esse João Resende ja usou o transporte publico em Campo Grande para saber se faz ou não diferença ter ar condicionado ? Acho que nunca.
Seria bom se quem fornece os serviços pudesse experimentar
 
Jose Antonio Leal Batista em 24/06/2019 14:14:10
Para melhorar muito o transporte publico: acaba com os terminais, e permite os passageiros de sair de uma linha e entrar em outra sem pagar mais. Venda bilhete eletronico onde o valor corresponde a um certo tempo de uso. Tipo R$ 2,75 por 30 min, R$ 3,25 por 45 min e R$ 3,75 para uma hora. Distribui as linhas entre radiais (centro bairro e vice versa) e circulares (fazendo volta em volta do centro, cada linha a uma distancia maior). Assim, mudando no maximo 2 vezes de veiculo, vc consegue chegar MUITO mais rápido no destino do que com este suistema absurdo de terminais. Funciona desta forma em qualquer cidade grande, menos aqui. Além de ser mais rapido para o usuario, economiza muitos km de passageiros para a empresa o que permitirá baixar a tarifa.
 
marc em 24/06/2019 13:48:42
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