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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

01/11/2017 10:28

"Pegos de surpresa", moradores retiram móveis e janelas de casas em invasão

Equipes do Batalhão de Choque e da Energisa estão no terreno, próximo a Avenida Guaicurus, desde as primeiras horas desta quarta-feira

Geisy Garnes e Bruna Kaspary
Após conflito, os moradores começaram a retirar os imóveis das casas (Foto: André Bittar)Após conflito, os moradores começaram a retirar os imóveis das casas (Foto: André Bittar)

Com surpresa, foi assim que as mais de 180 famílias receberam a notícia de que suas casas, construídas em uma área particular do Jardim Colibri, seriam destruídas. Desde as primeiras horas desta quarta-feira (1º) equipes da Energisa e do Batalhão de Choque acompanham a desocupação do local.

Para evitar tumultos, policiais do Batalhão de Trânsito interditaram a Avenida Guaicurus nos dois sentidos, equipes da Energisa cortaram a energia dos moradores e militares do Choque acompanharam todo o processo.

O terreno invadido tem aproximadamente 62 mil metros quadrados e fica próximo à Rua Angela Espíndola Queiroze. Desde o princípio a ocupação foi montado com casas de alvenaria, uma preocupação dos moradores para não criarem uma “favela urbana”. Há duas semanas, uma ordem judicial avisou que eles deveriam sair do local, mas acreditando que a ação havia sido revogada, permaneceram.

Moradores se preparam para deixar o terreno ocupado desde junho (Foto: André Bittar) Moradores se preparam para deixar o terreno ocupado desde junho (Foto: André Bittar)
Durante toda a desocupação, crianças acompanham a movimentação de policiais (Foto: André Bittar) Durante toda a desocupação, crianças acompanham a movimentação de policiais (Foto: André Bittar)

Nesta manhã, as famílias acordaram com policiais anunciando o fim da comunidade. A ordem dada era para que todos recolhessem suas coisas e saíssem das casas. “Meu marido acordou com uma gritaria, foi ver o que era e voltou me avisado para ir até o fundo da comunidade, que eles queriam destruir as casas”, contou Telma de Souza Matos, moradora da ocupação há 7 meses.

Nos fundos da comunidade os moradores se uniram em uma corda humana, para tentar impedir o avanço dos policiais. Em resposta, os militares atiraram com bombas de gás lacrimogêneo. “Eu estava com minha filha de 2 anos no colo, tive que sair correndo porque ela ficou muito assustada”, lamentou a mulher de 35 anos.

Com medo de represália, Telma pediu ao marido para desistir e retirar os móveis da família do local. A ação foi imitada por muitos moradores, que por conta própria começaram a “desmontar” as casas, com a intenção de aproveitar o máximo de materiais possíveis e evitar a destruição completa dos imóveis.

Enquanto isso, pelo menos seis máquinas pesadas aguardam o ‘aval’ dos moradores para limpar o terreno. Segundo o advogado Antônio Rivaldo, representante do proprietário do local, João Pereira da Rosa, a reintegração de posse pode ser feita até às 20 horas de hoje, com a possibilidade de ser estendida após aprovação da justiça.

Policiais do Batalhão de Choque acompanham a desocupação desde as primeiras horas desta quarta-feira (Foto: André Bittar) Policiais do Batalhão de Choque acompanham a desocupação desde as primeiras horas desta quarta-feira (Foto: André Bittar)

Hipermercado - Para a reportagem, Rivaldo explicou que o terreno, hoje ocupado por mais de 180 famílias, foi vendido a uma rede de supermercados, e será a futura instalação de um Hipermercado Pires.

A negociação da área começou, segundo o advogado, há três anos. Mas por conta de um impasse com a prefeitura, a venda só foi autorizada no mês de junho deste ano. Nas palavras de Rivaldo, a demora na liberação do terreno aconteceu por conta da regulamentação da divisão da área.

Com 62 mil metros quadrados, a área precisava ser dividida em duas para a construção de uma rua, em junho a regulamentação foi autorizada, mas no mesmo mês as famílias começaram a ocupar o local. “Como está no guarda que o dono precisa pegar essa área sem nenhuma avaria Por isso entramos com o pedido de reintegração de posse”, explicou o advoga



não dá pra entender o que leva as pessoas a invadirem uma área "particular" em plena avenida guaicurus. é obvio que o proprietário entraria com pedido de reintegração de posse. se fosse área pública as chances de ganharem os "terrenos" seriam um pouquinho maiores.
 
Ademir Rodrigues em 01/11/2017 10:45:11
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