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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

31/07/2017 16:24

Invasores têm até quarta-feira para deixar área privada no Jardim Colibri

Adriano Fernandes e Amanda Bogo
Casas de alvenaria construídas no terreno tem em média dois cômodos. (Foto: Amanda Bogo) Casas de alvenaria construídas no terreno tem em média dois cômodos. (Foto: Amanda Bogo)

Moradores da área particular na Avenida Guaicurus, na região do Jardim Colibri II em Campo Grande, têm até a próxima quarta-feira (02) para deixarem o local.

Ocupada há pouco mais de um mês, chega a cerca de 160 o número de famílias que lotearam o terreno, por conta própria e já construíram pelo menos 80 casas de alvenaria.

A grande maioria dos moradores foi para a área fugindo do aluguel. “Não tínhamos como continuar pagando um aluguel de R$ 500,00 depois que ficamos desempregados”, conta a cabeleireira Viviane dos Santos, 27.

Ela, o marido e os setes filhos se mudaram logo no início da invasão. “E agora não sei mais o que fazer porque não temos para onde ir. Fico preocupada pelas crianças. Não posso ir para rua com elas”, comentou a respeito da ordem de despejo.

 

O terreno é particular, tem cerca 39 mil metros quadrados e cerca de 80 casas de alvenaria construídas. (Foto: Amanda Bogo) O terreno é particular, tem cerca 39 mil metros quadrados e cerca de 80 casas de alvenaria construídas. (Foto: Amanda Bogo)
Casa de madeira improvisada por um morador. (Foto: Amanda Bogo) Casa de madeira improvisada por um morador. (Foto: Amanda Bogo)

Na mesma situação estava à diarista Eleir da Silva, de 52 anos, que até culpa o poder público pela situação. “Tenho minha inscrição para casas populares há 10 anos na EMHA (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande). Mas nunca sai”, se queixa.

“É revoltante porque a gente vê pessoas que não precisam do beneficio sendo sorteadas enquanto nós ficamos nessa situação”, completa.

Bem organizados – O terreno invadido tem aproximadamente 39 mil metros quadrados e fica próximo à Rua Ângela Espíndola Queiroze, no bairro. Desde o início da ocupação, os moradores decidiram não armar barracos de lona no local, para não dar origem a uma “favela urbana”.

Cada família pagou R$ 20 para o levantamento topográfico e dividiram ainda o custo de R$ 3.500 para contratar um trator. A área foi dividida em lotes de 10 metros de largura por 30 de comprimento.

Particular – A reportagem não conseguiu contato com os advogados do proprietário do terreno, João Pereira da Rosa. A advogada que representa as famílias na ação judicial de reitegração de posse, movida pelo proprietário também não atendeu as ligações.

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