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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

14/09/2017 12:31

Polícia aciona Justiça para enterrar ossadas encontradas em cemitério do Nando

No total, das dez ossadas que estavam no Imol, oito já foram identificadas e seis enterradas. O funeral mais recente foi de Jhenifer Lima da Silva, 15 anos

Viviane Oliveira
Uma das ossadas encontradas no cemitério clandestino de Nando (Foto: arquivo/divulgação - Polícia Civil) Uma das ossadas encontradas no cemitério clandestino de Nando (Foto: arquivo/divulgação - Polícia Civil)

A Polícia Civil acionou a Justiça para enterrar como desconhecidas duas das dez ossadas encontradas no cemitério clandestino criado por Luiz Alves Martins Filho, 50 anos, conhecido como Nando. Os restos mortais, que não foram procurados por familiares, são de 'Café' e 'Alemão'. Eles não foram identificados.

De acordo com o delegado da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), Márcio Shiro Obara, já foi solicitada autorização judicial para sepultamento das ossadas. O código genético - mensagem genética contida no DNA - das duas vítimas foram arquivadas para caso algum familiar procurar a polícia posteriormente.

No total, das dez ossadas que estavam no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), oito já foram identificadas e seis enterradas. O funeral mais recente foi de Jhenifer Lima da Silva, 15 anos. Ela foi sepultada ontem (13), no cemitério Jardim da Paz.

O delegado explica que as outras duas ossadas que já identificadas, mas que ainda continuam no Imol, são de Bruno Santos da Silva, 18 anos, e Jhennifer Luana Lopes, 17 anos. A liberação dos restos mortais dos dois deve ocorrer nos próximo dias.

O cemitério clandestino de Nando ficava no Jardim Veraneio, região do Parque dos poderes. Nando, que está preso desde novembro do ano passado, comandava um grupo de extermínio na Bairro Danúbio Azul, região norte da cidade. Ele é acusado de ter matado pelo menos 16 pessoas, entre os anos de 2012 e 2016, e ficou conhecido como um dos maiores serial killers do Estado, pela quantidade e a forma cruel como executava os crimes.




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