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Campo Grande, Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

04/02/2019 14:05

“Policiais esgotaram meios necessários”, diz delegado sobre morto pela PM

João Marcos teria tentado esfaquear os policiais, chegando a ferir um deles no braço. O caso segue em investigação

Geisy Garnes e Ronie Cruz
Delegado Hoffman D'Avila no local do crime (Foto: Henrique Kawaminami)Delegado Hoffman D'Avila no local do crime (Foto: Henrique Kawaminami)

Para o delegado Hoffman D'Avila Candido de Souza, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, os policiais que mataram João Marcos da Silva Araújo, de 42 anos, durante uma suposta tentativa de estupro “esgotaram todos os meios necessários” antes de atirar.

Ao Campo Grande News o delegado relatou que João Marcos foi atrás de duas garotas, uma maior de idade e outra menor. Uma delas chegou a gravar um vídeo do homem tentando abrir a porta da casa que em elas estavam e se masturbava. “O pai de uma delas ligou para a Polícia Militar”, detalhou.

Conforme Hoffman, quando os militares chegaram ao local encontraram o homem ainda se masturbando e deram ordem para que ele parasse com a ação. “Ele em posse de uma faca foi para cima dos policiais. Os policiais tentaram fazer a contenção dele com alguns tiros de elastômero, ou seja, de borracha”.

Foram cinco tiros de borracha, que não impediram João de avançar contra os policiais. Segundo o delegado, um dos militares sofreu um corte no braço durante a briga com o suspeito, e o outro teve a calça e o colete rasgados. “Ou seja, depreenda-se por toda essa dinâmica que os policiais esgotaram todos os meios necessários”, defendeu Hoffman.

Para os parentes de João, no entanto, a ação policial foi desproporcional e que ele não estava se masturbando, mas sim se coçando. O advogado Abadio Rezende, representante da família, afirmou que houve abuso de autoridade por parte dos policiais.

O local em que o crime aconteceu é uma vila de casas e vizinhos chegaram a relatar ao equipe de reportagem que João chegou a fazer uma das adolescentes de refém. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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