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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

13/07/2015 16:48

2ª fase da Orla toma forma, mas atrasa de novo e população reclama

Ricardo Campos Jr.
Pedras portuguesas começaram a ser instaladas esta semana na 2ª etapa da Orla Morena (Foto: Marcos Ermínio)Pedras portuguesas começaram a ser instaladas esta semana na 2ª etapa da Orla Morena (Foto: Marcos Ermínio)
Trabalhadores continuam trabalhando na 2ª fase da Orla Morena (Foto: Marcos Ermínio)Trabalhadores continuam trabalhando na 2ª fase da Orla Morena (Foto: Marcos Ermínio)

Apesar de ter tomado forma, a entrega da segunda fase da Orla Morena está atrasada novamente. As obras pararam por dois anos e foram retomadas em março deste ano na promessa serem concluídas em 60 dias, o que não ocorreu. O empreendimento consiste na recuperação e urbanização do antigo traçado da ferrovia entre as ruas Eça de Queiroz e Plutão.

Já estão prontas as pistas de caminhada, as guaritas de acesso, a pequena estação ferroviária e a passarela sobre a Avenida Ernesto Geisel. Nesta semana começaram a ser colocadas as pedras portuguesas sobre a calçada, formando um desenho preto e branco.

Porém, os moradores da região reclamam da falta de iluminação, segurança e das atividades de lazer prometidas para o local, cuja estrutura contrasta com a obra inacabada e abandonada do Centro Municipal de Belas Artes.

“Acho que deveria terminar logo. Esse lugar junta muitos maloqueiros. Falta segurança, é muito escuro”, diz a auxiliar de serviços gerais Neide Carvalho Cardoso, 43 anos.

“Tinham que fazer uma área de lazer, um lugar para sentar, fazer alguma atividade. Algumas luzes já foram ligadas, mas grande parte ainda está no escuro. De vez em quando passam uns guardas de moto”, reclama a dona de casa Rutênea Ribeiro Pires, 75 anos.

Para a moradora, o pior não é ver o empreendimento inconcluso, mas destruído pela ação de vândalos antes mesmo da inauguração. “Não tem quem cuida. Já arrebentaram a grade e picharam”, afirma a idosa.

“Tem uma molecada usando drogas o dia inteiro aí. Eles danificam, picham tudo”, afirma o motorista Luiz Gonzaga, 58 anos.

Por meio de nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que o empreendimento está a cargo da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação) e um contrato para os reparos está sendo providenciado.

Enquanto isso, o diretor do Departamento de de Manutenção de Vias e Áreas Públicas, Silvio Cesco, pede que denúncias e queixas em relação a árvores que estejam atrapalhando a visibilidade, ladrilhos soltos ou soltando, pontos de proteção quebrados e arrancadas sejam feitas por meio do Gesol (Sistema de Gerenciamento de Solicitações).

Neide reclama da falta de segurança e iluminação (Foto: Marcos Ermínio)Neide reclama da falta de segurança e iluminação (Foto: Marcos Ermínio)
Rutênea diz que vândalos depredam empreendimento antes mesmo da entrega (Foto: Marcos Ermínio)Rutênea diz que vândalos depredam empreendimento antes mesmo da entrega (Foto: Marcos Ermínio)

Demora – Na Orla, estão sendo investidos nas obras complementares R$ 2,3 milhões oriundos do saldo de um financiamento contratado junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Depois de entregue a obra, o objetivo da prefeitura será desenvolver projetos culturais para transformar a orla em um espaço de lazer. O trecho de um quilômetro do antigo traçado ferroviário foi reconstruído para ser usado num projeto de exploração turística.

As obras desta segunda etapa da Orla Morena foram interrompidas em janeiro de 2013. Seis meses depois, a empreiteira responsável pela obra (a MG Construtora Ltda) pediu rescisão do contrato sob argumento de que não conseguia receber da gestão anterior, embora 80% da obra estivesse concluída.

Orçada em R$ 6 milhões, a obra complementa a Orla Morena 1, projeto de revitalização do antigo traçado da ferrovia executado entre a avenida Júlio de Castilhos e a rua Plutão.




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