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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

01/09/2015 18:16

Abalado, comerciante confessa que matou esposa ao separar briga

Alan Diógenes e Ricardo Campos Jr.
Pâmella  deixou duas filhas e um relacionamento de 14 anos. (Foto: Reprodução/Facebook)Pâmella deixou duas filhas e um relacionamento de 14 anos. (Foto: Reprodução/Facebook)
Família reunida em casa onde o crime ocorreu, momentos antes do velório. (Foto: Pedro Peralta)Família reunida em casa onde o crime ocorreu, momentos antes do velório. (Foto: Pedro Peralta)

O comerciante Claudionor de Andrade Gama, 40 anos, apresentou-se, nesta terça-feira (1º), à Polícia Civil como autor do disparo que matou a esposa Pâmella Christina Castilho Barboza, 26, no domingo (30), no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, durante uma briga generalizada. Em depoimento, ele alegou que disparou o revólver 38 “sem querer”, a bala pegou no chão, recocheteou e acertou a vítima.

Segundo a Polícia Civil, Claudionor disse que se ofereceu para fazer um churrasco em comemoração ao aniversário de um amigo, no dia do crime. Em certo momento, durante a festa, duas mulheres começaram a brigar e foram levadas pelos demais para fora da casa.

Quando todo mundo já estava na calçada tentando apartar a briga, o comerciante falou que entrou na residência e pegou a arma de fogo e a colocou na cintura. A vítima, que estava dentro de casa cuidando do bebê de 4 meses, ouviu a confusão e saiu para ver o que estava acontecendo.

Neste momento, segundo ele, o revólver escorreu da bermuda dele e caiu no chão. Ao abaixar para pegar a arma, houve o disparo que atingiu a calçada, recocheteou e atingiu sua esposa.

Segundo a polícia, todas as cinco testemunhas já ouvidas falaram que não viram ninguém sacar a arma. Isso reforça a versão do comerciante. Todas as testemunhas, de forma unânime, também disseram que viram uma faísca sair da calçada.

Elas também falaram que Claudionor socorreu a mulher no carro de um conhecido e durante todo o trajeto ao hospital dizia que “a amava”. Ele prestou depoimento bastante abalado e chorou muito ao contar sua versão.

Na tarde desta terça-feira, o delegado João Reis Belo, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga, foi ao local do crime acompanhado da perícia, para ver se encontrava a marca de tiro no chão, para confirmar a versão de Claudionor. Só assim, a equipe saberia se ele teve ou não a intenção de matar a mulher e dar um novo rumo para a investigação.

Ao retornar do local ainda hoje, o delegado disse que encontrou a marca de disparo no chão, mas não teve como precisar detalhes, porque a perícia coletou material para saber se há vestígios de pólvora.

“O depoimento dele também vai ser confrontado com os das demais testemunhas. Precisamos saber se ele teve a intenção de atirar em alguém e o tiro pegou em outra pessoa, ou se foi realmente um acidente. Ele pode ser indiciado por homicídio doloso, se for comprovado que ele mirou a arma para alguém, ou por homicídio culposo, se não ele não teve a intenção de matar”, finalizou o delegado.

 

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Tragédia temerária.
Agora imagine se sancionam o projeto de lei para que civis se armem?! Serão mortes e mortes como esta, pobre mulher! Na hora da turbulência não agimos de forma racional! Imagine no trânsito, se o cidadão estiver armado, sai dando tiro à torto e à direita, sobretudo aqui em CG, onde a população tem uma enorme dificuldade de se manter na sua faixa, de dar seta, de saber trafegar em rotatórias.... Aff.... É tiro, porrada e bomba!
 
JESSICA MACHADO GONÇALVES em 02/09/2015 08:42:23
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