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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

27/01/2015 17:21

Ação causa polêmica ao tapar buraco "fictício" e deixar crateras abertas

Ricardo Campos Jr.
Remendo feito na rua Mercúrio, Vila Planalto (Foto: Marcos Ermínio)Remendo feito na rua Mercúrio, Vila Planalto (Foto: Marcos Ermínio)

Contradição na escolha das ruas que recebem remendos no asfalto incomoda a população. Buracos e problemas existem, mas quais merecem prioridade? Esse é o questionamento feito pelo pedreiro Ednei Franco Pereira, 35 anos, que há um ano e meio mora na rua Tamoio, Jardim Leblon, cujo pavimento revela traços recentes de preenchimento com piche. Enquanto a fenda "fictícia" foi tampada, em outros pontos da cidade, moradores sofrem com ruas completamente esburacadas. A prefeitura confirmou a operação tapa-buraco na via e afirmou haver necessidade do serviço.

“Tem ruas precisando de recapeamento. Aqui estava praticamente perfeito, nem precisava disso aí. Eu acho que tinha que filmar ou fotografar os locais antes das obras para se ter certeza da necessidade”, afirma.

Segundo ele, a rua não era lisinha, apenas desnivelada, com sobreposição de remendos, pequenas frestas, nada que, de imediato, precisasse ser consertado. Ele cita, no entanto, a Rua da Pátria, próxima ao local, que “do começo ao fim, é horrível”.

O mesmo acontece na rua Mercúrio, na Vila Planalto, conforme relata o funcionário público Antônio Marques. “Eu não vou falar que não tinha buraco na rua toda, mas se tivesse um em 200 metros, é muito. Nós que moramos ali em frente sabemos onde tem e onde não tem. Depois eu vi que não é só na minha rua que está acontecendo isso, só que tem um monte de outras vias que tem buracos. Ali mesmo no bairro são várias”, disse.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, o aposentado José da Silva, 70 anos, assiste os motoristas, principalmente motociclistas, fazerem malabarismos para desviar de uma cratera em frente ao ponto em que ele montou uma barraquinha de garapa na rua Tupã.

“Causa riscos, o carro bate e joga lama para fora. Já era para ter tampado, pelo tempo que está aí. É perigoso, já aconteceu de motoqueiro passar e quase cair. O trânsito é um transtorno, tem hora que o motorista tem que parar para esperar o outro passar”, relata.

Sobre a questão dos remendos em vias com problemas de menores montas, ele questiona. “Tem que tampar os principais, é um desperdício de dinheiro”. O auxiliar de serviços gerais Luiz Alberto Guimarães, 31 anos, conta que por pouco não presenciou um acidente no local.

“O motoqueiro não viu o buraco. Para mim, moto que é mais perigoso. Um buraco desse, vai derrubar mesmo”, conta. A situação é semelhante a várias outras ruas do bairro Piratininga.

Cratera na rua TupãCratera na rua Tupã
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