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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

30/01/2014 10:13

Acrissul marca Expogrande, mas não "vai brigar com o mundo" por shows

Luciana Brazil
Sorriso Maroto foi o primeiro show de 2013. (Foto:Arquivo/ João Garrigó) Sorriso Maroto foi o primeiro show de 2013. (Foto:Arquivo/ João Garrigó)

Mesmo com data definida, de 24 de abril a 4 de maio, a maior feira agropecuária do Estado, a Expogrande, ainda não confirmou a agenda de eventos. Os polêmicos shows, que chegaram a ser suspensos em 2012, podem nem acontecer na 76° edição.

Após inúmeros esforços da associação para a realização dos shows, neste ano, se não houver mobilização e apoio da prefeitura e do Estado, a Acrissul não pretende “brigar com o mundo” para que esses eventos aconteçam, como desabafou o presidente da Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul), Chico Maia, associação organiza a feira.

“Tem que haver parte política. Não vamos brigar com o mundo, como já fizemos, para manter uma tradição. Todo mundo tem que ter vontade. O interesse é de todos”, disparou o presidente da associação.

A festa não é mais da Acrissul, segundo ele. “É uma festa da cidade. Precisa ter mais envolvimento dos parceiros. Todo mundo tem que ter vontade. Não vou me sacrificar. Mesmo sem os shows, a feira fomenta o agronegócio e esse é o foco”.

Maia diz que não vai brigar com o mundo por causa dos shows. (Foto:Arquivo)Maia diz que não "vai brigar com o mundo" por causa dos shows. (Foto:Arquivo)

Maia garante que já iniciou os trabalhos para conseguir apoio da prefeitura e também do governo do Estado. “Já pedi para secretária da Acrissul agendar uma audiência com o prefeito (Alcides Bernal) e também com o governador (André Pucinelli)”.

Mas apesar de querer shows, Maia é contra o excesso deles, o que ele rotula como “massificação”. “Esta acontecendo uma saturação de shows, de uma forma geral. Na Expogrande são suficientes seis shows durante a feira, não é preciso mais do que isso”.

Negócios- Conforme Maia, cerca de 20 mil animais serão vendidos durante a feira. “A data da feira neste ano, que é no final de abril e não no começo, é uma boa época, já que os bezerros já estarão no desmame. É um momento bom, o mercado está bom, mas estamos com pouca oferta de bezerros, por isso o mercado é que vai dizer quanto será vendido”.

O mercado está bom e será uma boa feira, acredita o presidente da Acrissul. “O importante é a comercialização de produtos, a troca de experiência e o fomento do agronegócio”, finaliza.

Shows- Os shows foram proibidos em 2012 pela Justiça, devido a Lei do Silêncio aprovada pelos vereadores em 2011. Um acordo assinado com o MPE (Ministério Público Estadual) definiu uma série de adaptações para que os shows fossem realizados, como o horário de término, às 23h, barramento acústico, ligações de esgoto, banheiros modernos, e tratamento de dejetos em separado (da exposição de animais).

No entanto, no ano passado, uma mudança na Lei do Silêncio permitiu a realização de shows no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A medida incluiu a feira nas exceções da Lei Complementar 8/1996. A festa passou a fazer parte do calendário da cidade.

Conforme Maia, todas as exigências do MPE, exceto o barramento acústico, foram realizadas.



CHICO
E AQUELA IDÉIA DOS SHOWS REGIONAIS AS 20 HS PARA A FAMILIA SUL-MATO-GROSSENSE,NÃO DARIA CERTO?ALÉM DE SE GASTAR MENOS,O VOLUME DE SOM É MAIS BAIXO E SE VALORIZA A CULTURA.
 
CARLOS COLMAN em 30/01/2014 15:54:18
As grandes exposições agropecuárias NÃO TEM SHOWS. Deixe a Expogrande para o setor rural e que alguém organize um "festival de música" em outra época, oras. Simples assim.
 
Alexandra Rocha em 30/01/2014 15:53:35
É uma pena o fim dos shows, não concordo que os shows não façam parte da festa, vinham pessoas de todos as cidades do estado para a Expogrande, e agora Campo Grande está refém desses barezinhos e boates caras, onde não se tem a oportunidade de assistir shows de artistas que gostamos, tudo é naquele pq do peão que é lá no fim do mundo!
Pelo menos na exposição deveriam autorizar os shows!
 
Narcisa do Espirito Santo em 30/01/2014 15:51:27
Infelizmente, Campo Grande eh e sempre sera cidade com nome de capital e espirito de interior.
 
Rafael Gomes em 30/01/2014 15:14:38
NÃO CONCORDO. ACHO QUE DEVERIA SIM TER SHOWS. ACHO QUE TAMBÉM A ACRISSUL DEVERIA TRABALHAR MELHOR NISSO DURANTE UM BOM TEMPO E NÃO APENAS AS VÉSPERAS DA FEIRA. OS GRANDES CENTROS TEM PARQUES TOTALMENTE COBERTOS.
CAMPO GRANDE COMO SENDO CAPITAL, JÁ TINHA QUE TER O SEU ESPAÇO NESTE PORTE.
E OUTRA OS INGRESSOS TERIAM QUE SER COBRADO SEPARADAMENTE.
O PAI DE FAMÍLIA QUE LEVA SEUS FILHOS PARA UM PASSEIO, UMA PESSOA QUE VAI AOS LEILÕES NÃO PRECISARIAM PAGAR ENTRADA TÃO CARA QUANTO A DO ÚLTIMO ANO. DIFERENTE DE QUEM VAI PARA O SHOW.
EX. COBRA UMA TAXA SIMBÓLICA DE R$ 5,00 PARA QUEM VAI ENTRAR APENAS NA FEIRA. QUEM QUISER IR AO SHOW PAGA A DIFERENÇA NO CASO DE R$15,00.
SEM LEMBRAR QUE TUDO QUE SE CONSOME DENTRO DO PARQUE NESTA ÉPOCA DE FESTA É CARÍSSIMO.
PENSE NISSO CHICO MAIA!
 
Estevão Carlos em 30/01/2014 13:13:08
Concordo com o Chico Maia, com o Luis Acordado e com o Valdir Villa Nova. Nossa exposição precisa chamar a si o público alvo: nossos produtores e as empresas relacionadas ao setor.
 
Alexandra Rocha em 30/01/2014 13:04:57
Acho que a Expogrande deveria se programar para realizar a feira sem os mega shows.
Na realidade pelo horário que começam os mega shows, eles não são destinados à familia que lá vai passear, com os filhos, para ver o gado de raça, para deliciar a comida, as guloseimas, e a bebida, e para ver as diversas outras barracas montadas no local.
Para a família, o horário de funcionamento da feira, não precisa ir além das 23,00/24,00hs.
Pode até ter música eletrônica no local, respeitando-se os limites da lei.
Deixem os mega shows, para outras ocasiões e outros locais.
Fica a dica.
 
VALDIR VILLA NOVA em 30/01/2014 10:51:37
Está corretíssimo o Presidente da Acrissul, porque se a finalidade desta feira é divulgar e promover negócios de empresas e produtores do setor agropecuário, entendo que não há necessidade desses Shows caríssimo, a pura verdade é que a grande maioria das pessoas que vão aos shows não estão nem um pouco preocupados como está indo o Agronegócio do País. Se todas as feiras agropecuárias fizessem como a Show de Maracaju, o Show Rural de Cascavel, a Agri Show de Ribeirão Preto e outras, que têm como objetivo maior em mostrar as novas tecnologias para o desenvolvimento do setor, sem shows artísticos. Estes eventos dão grandes resultados porque quem vai é porque tem interesses em no que está sendo exposto e nas palestras que apresentam.
 
Luis Acordado em 30/01/2014 10:51:05
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