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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

29/11/2011 13:45

Acusação exibe vídeos e sustenta que jornalista podia ver passageiros

Aline dos Santos e Nadyenka Castro

Em plenário, foram exibidas reportagens do dia do crime e com a reconstituição.

Promotor mostra aos jurados arma que matou criança em briga de trânsito. (Foto: João Garrigó)Promotor mostra aos jurados arma que matou criança em briga de trânsito. (Foto: João Garrigó)

Com a exibição de dois vídeos, a promotoria tenta convencer os jurados de que o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, de 61 anos, tinha condições de ver os ocupantes da caminhonete L-200, pois os vidros do veículo eram transparentes.

O jornalista está no banco de réus pelo assassinato de Rogério Pedra Neto, de dois anos. O menino foi morto em uma briga de trânsito ocorrida em 2010, no Centro de Campo Grande.

Em plenário, foram exibidas reportagens do dia do crime e com a reconstituição. O promotor Fernando Martins Zaupa enfatizou que o depoimento do réu foi marcado por contradições.

“Primeiro ele fala que [o vidro] estava fechado. Hoje, surpreendeu dizendo que estava meio aberto, meio fechado. Isso mostra a personalidade evasiva”, afirma. Ainda segundo o promotor, o relato de testemunhas indica que Agnaldo não sofreu perseguição no trânsito por parte de Aldemir Pedra Neto.

Outro ponto destacado aos jurados é que o revólver calibre 38 entregue pelo jornalista à polícia tinha apenas munição “normal”. Enquanto a bala que atingiu o pescoço, provocando a morte de Rogerinho era munição expansiva.

Agnaldo justificou que andava armado por sofrer ameaças. “O réu meteu bala no meio do trânsito de Campo Grande”, ressalta o promotor. Fernando Zaupa relatou que uma das testemunhas estava com duas filhas no carro, à frente do local dos disparos.

“Ela ouviu os tiros e mandou que as meninas deitassem”, diz. O jornalista responde por homicídio doloso e três tentativas de homicídio. “O Agnaldo vai poder passar o Natal com a família. E a Ariana, o avô? Que vida é essa?”, questionou o advogado Ricardo Trad, assistente da acusação.

A briga no trânsito que resultou na morte de Rogerinho foi no dia 18 de novembro de 2009. O jornalista estava em um Fox. O menino, a irmã Ana Maria, o avô João Afonso Pedra e o tio estavam em uma caminhonete L-200. A briga começou quando o condutor da L-200 demorou a sair após o sinal abrir.

Na versão de Agnaldo, Aldemir reagiu de forma violenta após ele ter buzinado. Ele acusa o outro condutor de agredi-lo com tapa, empurrões e xingamentos.

Já Aldemir, diz que o jornalista é que fez ameaças e o perseguiu no trânsito. O julgamento é realizado nesta terça-feira no Tribunal do Júri.

Avó de Rogerinho, Adriana Pedra pede justiça. "Queria que fosse um sonho e quando acordasse o Rogerinho estivsse aqui. Mas já que é realidade, ele tem que pagar pelo crime que cometeu", afirma.



João Victor,sou mãe e já enterrei um filho por culpa de outra pessoa,então sei da dor que está falando.Conheço a dor que você acha que desconheço.Mas quando as pessoas aqui dizem da participação do tio é porque não ficaram cegas ao fato de que apesar de toda a dor e toda a tragédia,o comportamento infeliz e INCONSEQUENTE do mesmo foi o estopim para essa miséria.MAIS RESPONSABILIDADE AOS AGROBOYS!
 
Madalena Sortioli em 30/11/2011 03:34:37
Gostaria de saber destas pessoas que criticam tanto o tio do garotinho, e se o monstro do Agnaldo não tivesse armado isso teria acontecido? então não venham voces desinformados quererem justificar os tiros, gostaria de ver se voces ou parente de voces tovessem recebido um destes tiros e acontecido com voces o que aconteceu com o garotinho, voces não devem ser pai ou mãe, só DEUS na causa;
 
João Victor em 29/11/2011 08:25:17
Sob forte emoção toma-se atitudes que em condições normais, jamais seriam tomadas. E a outra parte provocadora ? Saírá totalmente impune? Houve forte concorrencia para o desfecho final.
 
José Inacio em 29/11/2011 06:58:47
No meu ponto de vista,não é somente o Agnaldo tem culpa,tanto o Ademir quanto o Agnaldo são culpados pela morte do menino,se tiver que ser punido,então pune essas duas pessoas...Pois se houve essa tragédia ambas são culpados!A justiça tem ser feita da maneira correta.
 
Nezia Belizário em 29/11/2011 04:01:20
NAO SE JUSTIFICA O INJUSTIFICÁVEL. ELE SACO DA ARMA APONTOU, NAO IMPORTA SE TINHA VISAO OU NAO, ELE APEROU O GATILHO COM INTENÇÃO DE MATAR. ISSO ESTÁ CLARO. TANTO QUE MATOU. É ASSASSINO, TEM QUE TER PEA DE MORTE NESTE PAIS URGENTE.
 
LUCIANO MARQUES em 29/11/2011 03:13:21
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