Acusação nas redes leva dono de moeda digital a processar ex-nora por calúnia
Criador do Grupo Dakila, conhecido por cidade dos ETs em Corguinho, Urandir Fernandes foi acusado de golpe
Disputa que teve início no âmbito familiar e patrimonial passou a ter desdobramentos na esfera criminal em Mato Grosso do Sul. A empresária Gabriela Pache da Silva usou redes sociais para acusar a BDM Digital (BDM Soluções Digitais Ltda.) de operar como “sistema Ponzi” ou “pirâmide financeira”. As declarações resultaram em uma queixa-crime por calúnia e difamação apresentada pela empresa na Vara Criminal de Campo Grande (MS).
RESUMO
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A BDM Soluções Digitais Ltda., empresa ligada à Dakila Pesquisas, move processo criminal contra Gabriela Pache da Silva por calúnia e difamação em Campo Grande. A ex-nora do fundador da empresa fez acusações nas redes sociais, alegando que a BDM operava como sistema Ponzi. A empresária, que manteve união estável com o filho do proprietário da BDM entre 2019 e 2024, atuou como sócia-administradora de uma representante comercial da marca. A empresa alega que as acusações surgiram apenas após o término do relacionamento, em meio a disputas patrimoniais.
A BDM Digital pertence ao empresário Urandir Fernandes de Oliveira, fundador da Dakila Pesquisas, organização com sede em Corguinho e conhecida nacionalmente por suas atividades nas áreas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico com o tema "busque conhecimento"..
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As manifestações de Gabriela ocorreram no Instagram, em comentários públicos feitos em uma postagem no perfil do Campo Grande News sobre peração do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado), que mirou sócios de Urandir. Entre as frases citadas no processo estão “Sistema PONZE! Essa é a verdadeira pirâmide” e “SÓCIO DO BDM, se investigar acha muito mais!”.
Vínculo - Conforme a queixa-crime, Gabriela manteve união estável, entre 2019 e 2024, com Alan Fernandes de Oliveira, filho de Urandir Fernandes de Oliveira. Durante esse período, ela teria atuado como sócia-administradora da empresa Florim Serviços Financeiros Ltda., que representava comercialmente a marca BDM Digital, inclusive com recebimento de comissões decorrentes da atividade.
A empresa afirma que, enquanto participou do negócio e obteve ganhos financeiros, Gabriela nunca apontou irregularidades. As acusações, segundo a BDM, surgiram apenas após o término do relacionamento e no contexto de disputas judiciais de natureza patrimonial.
Na queixa-crime, a BDM sustenta que as declarações extrapolam o direito de crítica e configuram imputação falsa de crime, ao associar a empresa e seus sócios a práticas como crimes contra a economia popular e estelionato, sem a existência de investigação oficial ou decisão judicial que respalde essas afirmações.
A empresa relata ainda que enviou notificação extrajudicial solicitando a remoção das publicações e retratação, sem sucesso, o que motivou o ajuizamento da ação penal.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da BDM Soluções Digitais Ltda. informou que a empresa vai adotar todas as medidas judiciais cabíveis. Segundo a assessoria, a internet não é "terra sem lei" e "há limites para a liberdade de expressão e para a liberdade de imprensa".
O Campo Grande News também tentou contato com Gabriela pelas redes sociais, mas não obteve resposta até o momento e segue com o espaço aberto.


