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Capital

Acusação nas redes leva dono de moeda digital a processar ex-nora por calúnia

Criador do Grupo Dakila, conhecido por cidade dos ETs em Corguinho, Urandir Fernandes foi acusado de golpe

Por Ângela Kempfer | 05/02/2026 08:53
Acusação nas redes leva dono de moeda digital a processar ex-nora por calúnia
Urandir mostra moeda, símbolo da versão digital (Foto: Divulgação)

Disputa que teve início no âmbito familiar e patrimonial passou a ter desdobramentos na esfera criminal em Mato Grosso do Sul. A empresária Gabriela Pache da Silva usou redes sociais para acusar a BDM Digital (BDM Soluções Digitais Ltda.) de operar como “sistema Ponzi” ou “pirâmide financeira”. As declarações resultaram em uma queixa-crime por calúnia e difamação apresentada pela empresa na Vara Criminal de Campo Grande (MS).

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A BDM Soluções Digitais Ltda., empresa ligada à Dakila Pesquisas, move processo criminal contra Gabriela Pache da Silva por calúnia e difamação em Campo Grande. A ex-nora do fundador da empresa fez acusações nas redes sociais, alegando que a BDM operava como sistema Ponzi. A empresária, que manteve união estável com o filho do proprietário da BDM entre 2019 e 2024, atuou como sócia-administradora de uma representante comercial da marca. A empresa alega que as acusações surgiram apenas após o término do relacionamento, em meio a disputas patrimoniais.

A BDM Digital pertence ao empresário Urandir Fernandes de Oliveira, fundador da Dakila Pesquisas, organização com sede em Corguinho e conhecida nacionalmente por suas atividades nas áreas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico com o tema "busque conhecimento"..

As manifestações de Gabriela ocorreram no Instagram, em comentários públicos feitos em uma postagem no perfil do Campo Grande News sobre peração do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado), que mirou sócios de Urandir.  Entre as frases citadas no processo estão “Sistema PONZE! Essa é a verdadeira pirâmide” e “SÓCIO DO BDM, se investigar acha muito mais!”.

Vínculo - Conforme a queixa-crime, Gabriela manteve união estável, entre 2019 e 2024, com Alan Fernandes de Oliveira, filho de Urandir Fernandes de Oliveira. Durante esse período, ela teria atuado como sócia-administradora da empresa Florim Serviços Financeiros Ltda., que representava comercialmente a marca BDM Digital, inclusive com recebimento de comissões decorrentes da atividade.

A empresa afirma que, enquanto participou do negócio e obteve ganhos financeiros, Gabriela nunca apontou irregularidades. As acusações, segundo a BDM, surgiram apenas após o término do relacionamento e no contexto de disputas judiciais de natureza patrimonial.

Na queixa-crime, a BDM sustenta que as declarações extrapolam o direito de crítica e configuram imputação falsa de crime, ao associar a empresa e seus sócios a práticas como crimes contra a economia popular e estelionato, sem a existência de investigação oficial ou decisão judicial que respalde essas afirmações.

A empresa relata ainda que enviou notificação extrajudicial solicitando a remoção das publicações e retratação, sem sucesso, o que motivou o ajuizamento da ação penal.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da BDM Soluções Digitais Ltda. informou que a empresa vai adotar todas as medidas judiciais cabíveis. Segundo a assessoria, a internet não é "terra sem lei" e "há limites para a liberdade de expressão e para a liberdade de imprensa".

O Campo Grande News também tentou contato com Gabriela pelas redes sociais, mas não obteve resposta até o momento e segue com o espaço aberto.