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Capital

Vítimas de golpes do empréstimo, 1.200 aposentados buscaram a Defensoria

A fraude financeira chega via Pix, folha de pagamento e consignados

Por Aline dos Santos | 05/02/2026 08:17
Vítimas de golpes do empréstimo, 1.200 aposentados buscaram a Defensoria
Prédio da Defensoria Pública na Rua Antônio Maria Coelho. (Foto: Henrique Kawaminami)

Os golpes contra aposentados resultaram em mais de 1.200 atendimentos na Defensoria Pública de Campo Grande. Os dados são relativos a 2025. O órgão aponta que tem recebido inúmeros casos relacionados a golpes financeiros via Pix, folha de pagamento e empréstimos consignados.

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A Defensoria Pública de Campo Grande registrou mais de 1.200 atendimentos relacionados a golpes contra aposentados em 2025. Os casos envolvem principalmente fraudes via Pix, descontos indevidos em folha de pagamento e empréstimos consignados não autorizados. Em resposta ao aumento de ocorrências, a Polícia Federal e a CGU realizaram a operação Sem Desconto. Uma auditoria revelou que aposentados de Mato Grosso do Sul eram vítimas de cobranças irregulares de associações, tendo valores descontados mensalmente sem seu conhecimento ou autorização.

No ano passado, dos 21.322 atendimentos realizados pelo Nuccon (Núcleo do Consumidor) em Campo Grande, mais de 1,2 mil estavam relacionados a golpes contra beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), sendo a maioria descontos indevidos em folha de pagamento provenientes de empréstimos consignados não contratados e cobranças de associações sem autorização contra a população idosa.

Para enfrentar o cenário, a Defensoria Pública de MS intensificou a orientação jurídica e a busca por reparações para garantir a restituição de valores e o fim dos descontos.

Em 2025, fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) desencadearam a operação Sem Desconto, realizada em 23 de abril pela PF (Polícia Federal) e CGU (Controladoria-Geral da União).

O pente-fino da CGU nos descontos ilegais mostrou que nenhum dos aposentados entrevistados em Mato Grosso do Sul sabia que enviava, todo mês, dinheiro para associações que, em tese, ofertam benefícios como contrapartidas.

A auditoria foi realizada devido ao súbito aumento no montante dos descontos de mensalidades associativas realizados na folha de pagamento de beneficiários do INSS.

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