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Capital

Adolescente aliciada diz que mãe ficava com mais da metade de valor de programas

Jovem afirmou que os encontros eram marcados pela mãe em um aplicativo de relacionamento

Por Marcos Rivany e Clayton Neves | 27/10/2020 18:55
Mulher será indiciada por favorecimento a prostituição e lesão corporal. (Foto: Kísie Ainoã)
Mulher será indiciada por favorecimento a prostituição e lesão corporal. (Foto: Kísie Ainoã)

Em depoimento especial à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) a adolescente, de 16 anos, que afirmou ser aliciada pela própria mãe, de 41, disse que o valor do programa era de 50 a 80 reais e pelo menos 60% ficava com a genitora.

Nos relatos da menina, segundo a delegada Franciele Candotti, os programas começaram no início deste ano e aconteciam diariamente, de uma a duas vezes no dia. Ainda de acordo com o depoimento, a jovem afirmou que os encontros eram marcados pela mãe em um aplicativo de relacionamento.

Sempre na parte da tarde tinha um programa marcado fora de casa, já que no período da manhã a mãe trabalhava.

Os pagamentos dos serviços sexuais eram feitos diretamente a menina que repassava o dinheiro. A maior parte ficava com a mãe.

A delegada afirmou que a mulher será indiciada por favorecimento a prostituição e também por lesão corporal, já que de acordo com a filha, a mãe bateu nela em uma ocasião que o “cliente” desistiu do programa e ela voltou para casa sem dinheiro. A mulher não acreditou na menina e a agrediu.

Mãe nega tudo e afirma que filha fazia os programas por conta própria. Ela não ficou presa, liberada após a audiência de custódia do dia 16 de outubro. Juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida alegou "fatos controversos" em relação aos relatos da menina e da mãe.

A adolescente foi para um abrigo até saber se alguém da família vai ficar com ela.

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