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Comportamento

Amigos transformam paixão por moda alternativa em marca de streetwear

Tudo começou em 2020, com estética que foge do padrão e estampas psicodélicas, que logo foram para o hip hop

Por Natália Olliver | 20/02/2026 06:56
Amigos transformam paixão por moda alternativa em marca de streetwear
Aos 17 anos amigos criaram marca de roupa para público alternativo (Foto: Arquivo pessoal)

Camiseta “diferente demais”, estampa “viajada”, estética que foge do padrão. Para alguns mais conservadores, as camisetas underground criadas pelos amigos João Otávio Lechuga e Rafael Dallamico ainda causam estranheza, mas quem curte moda streetwear, ou seja, moda urbana e casual, abraçou a ideia que começou em 2020, assim que eles saíram do ensino médio.

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Amigos de Campo Grande criaram marca de roupas alternativas aos 17 anos. A Mush Stuff, idealizada por João Otávio Lechuga e Rafael Dallamico em 2020, produz camisetas com estampas psicodélicas e designs influenciados pela cultura hip hop e street wear.Em seis anos de existência, a marca já realizou 16 drops e duas coleções. Com peças vendidas por cerca de R$ 120, os jovens empreendedores enfrentam desafios com fornecedores por serem pequenos e independentes, mas mantêm o foco no crescimento gradual do negócio.

Sem muita ideia do que fazer da vida, mas com vontade de criar algo que fosse deles. Os dois investiram tempo e criatividade no hobby que foi batizado de Mush Stuff. O que era para preencher o tempo virou identidade dos dois com peitas, como eles chamam, psicodélicas que logo migraram para grafias mais impactantes.

Com o passar dos anos, a marca amadureceu junto com os criadores. João conta que traz nas peças influência do hip hop, da cultura da rua, da música e do rap.

Amigos transformam paixão por moda alternativa em marca de streetwear
Amigos transformam paixão por moda alternativa em marca de streetwear
João e rafael desenham todas as peças e se inspiram na moda do hip hop (Foto: Arquivo pessoal)

“A gente não pega uma referência só. Não tem uma fonte única. Buscamos artistas daqui, do Brasil e do mundo. É a nossa expressão artística. A gente coloca isso na peita”, resume João.

A marca é voltada para o público alternativo. Segundo João, apesar de muitos acharem que a parte difícil é criar, se existe um desafio real, ele não vem das ruas, mas dos bastidores. Pequenos, independentes e fora do circuito industrial, eles enfrentam dificuldades com fornecedores.

“Os pedidos demoram mais, a gente não tem tanta preferência porque é pequeno.” A estrutura é enxuta. Não trabalham com grandes estoques. As vendas acontecem em drops: lançou, vendeu, acabou. Até agora, foram 16 drops e duas coleções com mais de uma estampa. O resto é exclusividade.

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As peças custam, em média, R$ 120. Apesar de 6 anos de existência, eles não têm pressa. João é formado em design e escolheu o curso por causa da marca para entender melhor construção de peça e aprofundar repertório visual. Mesmo que a faculdade não tenha foco direto em modelagem ou moda. Já  Rafael trabalha em loja de shopping. Amarca ainda não é a única renda de nenhum deles.

“Eu sei que tem marcas de Campo Grande que levaram de 10 a 15 anos para virarem realmente relevantes. Em 6 anos, eu ainda sinto que estamos no começo. Não tenho pressa de que seja tudo para ontem.”

O sonho é viver só de moda. João já pensa em especialização para se aprofundar e transformar o hobby em profissão integral. Enquanto isso, a marca segue como espaço de experimentação, amadurecimento e insistência.