Adriane diz que reajuste dos professores depende de equilíbrio nas contas
Nova rodada de negociação está marcada para amanhã; categoria quer aplicação integral de 5,4%

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou que a negociação sobre o reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) deve avançar em reunião marcada para amanhã (1º), com representantes da categoria. Segundo ela, a intenção é chegar a uma decisão que represente “equilíbrio entre a questão financeira e aquilo que atenda à categoria dos professores”.
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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou que a negociação sobre o reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino deve avançar em reunião marcada para esta terça-feira. A categoria rejeita a proposta de 3,4% e reivindica 5,4%, índice do Piso Nacional. A prefeitura alega dificuldades financeiras, apontando que gasta R$ 1,5 bilhão com a folha da educação, enquanto recebe R$ 960 milhões do Fundeb.
A nova rodada ocorre depois de a categoria rejeitar a proposta anterior da prefeitura, de 3,4% de reajuste, dividida em duas parcelas de 1,7%. A oferta foi apresentada em mesa de negociação com participação da prefeitura, da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), da Comissão de Educação da Câmara Municipal e de representantes da gestão, mas não foi aceita pelos professores. A categoria cobra a aplicação integral de 5,4%, índice previsto na política nacional do Piso 20h.
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“A ACP fez uma proposta para a nossa equipe da Secretaria de Administração, que está sendo avaliada. Acredito que amanhã, na reunião, nós vamos analisar essa proposta, entendendo que também temos um plano de equilíbrio fiscal, temos o Tribunal de Contas, temos índices que precisam ser obedecidos e avaliados”, disse esta manhã (30), durante mutirão de cirurgias no Hospital do Pênfigo.
Adriane afirmou que a administração precisa considerar o impacto do reajuste nas contas públicas antes de fechar uma nova proposta. “Dentro de todo esse contexto, acredito que amanhã a gente chegue a uma decisão que represente um equilíbrio entre a questão financeira e aquilo que atenda à categoria dos professores, tendo em vista que Campo Grande já avançou bastante”, declarou.
A prefeita também citou reajustes concedidos nos últimos anos. “De 2022 para cá, tivemos mais de 39% de aumento para a categoria do magistério e da educação”, completou.
Negativa - A rejeição aos 3,4% foi confirmada em assembleia no dia 26 de junho, no auditório da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). Segundo a ACP, o reajuste reivindicado beneficia quase 9 mil profissionais da rede municipal.
Antes disso, professores fizeram paralisação e caminhada no Centro de Campo Grande, no dia 12 de junho, para cobrar o cumprimento do reajuste de 5,4%. O grupo saiu em protesto pelas ruas centrais e seguiu até o Paço Municipal, onde uma comissão foi recebida pela prefeita, vereadores e integrantes da administração.
A prefeitura tem alegado dificuldade financeira para atender ao pedido integral. Em reunião anterior, o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha, afirmou que o município recebe cerca de R$ 960 milhões por ano do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), mas gasta aproximadamente R$ 1,5 bilhão com a folha da educação.
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