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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

12/11/2015 07:05

Advogado diz à polícia que Giroto espera mandado para se apresentar

Filipe Prado e Luana Rodrigues

O advogado do ex-deputado federal Edson Giroto, Valeriano Fontoura, afirmou que o cliente não está foragido e deve ser apresentar à polícia, mas espera a expedição do mandado de prisão. O ex-secretário estadual de Obras teve prisão temporária concedida na terça-feira (10), mas solto em menos de 24 horas, por conta do pedido de habeas corpus, documento que foi revogado na noite do mesmo dia.

Segundo o delegado do Garras (Delegado Repreensão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), Fábio Peró, o advogado foi a sede da delegacia e assegurou que Giroto vai se apresentar, porém espera a “visita” do oficial de Justiça com mandado de prisão.

O delegado apontou que também não possui mandado, por isso ainda não prendeu o ex-deputado federal e está aguardando ordens. O paradeiro da ex-presidente da Agesul, Maria Wilma Casanova, não foi divulgado e se ela se apresentará na delegacia.

A equipe do Campo Grande News tentou conversar com o advogado no Garras, mas ele não quis falar com a imprensa. A reportagem ainda ligou para Valeriano, porém ele não atendeu as ligações.

Prisões - O desembargador Dorival Moreira dos Santos revogou o habeas corpus concedido, às 23h30 de ontem, pelo desembargador de plantão Marcos José de Brito Rodrigues. Ele tinha colocado os dois em liberdade após o decretação da prisão temporária pelo juiz Carlos Alberto Garcete.

O desembargador Dorival integra a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Ele acatou o pedido de reconsideração apresentado pelo procurador geral da Justiça, Humberto Brites, que invocou no recurso ainda não terem cessado as razões que motivaram o pedido de prisão de Giroto e da ex-dirigente da Agência Estadual de Empreendimentos.

Além de Giroto, Maria Wilma e o empresário João Alberto Krampe Amorim mais seis pessoas tiveram o pedido de prisão temporária decretada pelo juiz Carlos Alberto Garcete a pedido do MPE (Ministério Público Estadual).

As prisões são decorrentes da investigação conduzida pelo MPE que faz devassa nos contratos de obras do Governo estadual. Conforme a auditoria realizada pela Secetaria de Obras, em três obras de conservação de estradas estaduais na região pantaneira, o prejuízo teria somado R$ 11,8 milhões. Na MS-228, trecho Entroncamento MS/427-Fazenda Imaculada, um contrato foi cumprido, mas em três quilômetros o revestimento primário ficou com pouca espessura e a qualidade do material discutível.

Já o segundo contrato, que previa a recuperação de 42 km, o serviço só foi feito em 23,2 km, mas houve o pagamento de R$ 5.014.900,8, quando o correto seria pagar R$ 2.052.764,80, resultando numa diferença de R$ 2.962.136,00 pagos indevidamente.

Na MS-171 ,entre a BR-262 e o km 90 em Aquidauana, a planilha inicial previa 90 quilômetros de cascalhamento , mas só e foram encontrados aproximadamente 63,2 km. A empreiteira recebeu R$ 4.541.457,94, mais só executou serviços que custaram R$ 1.877.473,38, ou seja, foram pagos indevidamente R$ 2.663.984,56. Na MS-184, onde a planilha inicial previa 50 km de cascalhamento, só foram feitos 35,2 km . Pagou-se e R$ 7.801.935,44, mas só houve execução de R$ 1.530.036,22. Isto gerou uma diferença de R$ 6.271.899,22, valor pago indevidamente.



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