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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

06/05/2016 13:33

Agência mantém visitas em presídios e quer abrir 603 vagas em nova unidade

"As visitas estão mantidas. Visita normal", afirma o diretor-presidente

Aline dos Santos
Máxima tem superlotação e expectativa é trasferir presos para unidade na Gameleira. (Foto: Fernando Antunes)Máxima tem superlotação e expectativa é trasferir presos para unidade na Gameleira. (Foto: Fernando Antunes)
Para Stropa, combate ao tráfico de drogas  faz com que Estado tenha mais presos do que vagas.  Quando prendemos traficantes aqui, nós impedindo que as drogas cheguem aos outros Estados, diz.  (Foto: Marcos Ermínio)Para Stropa, combate ao tráfico de drogas faz com que Estado tenha mais presos do que vagas. " Quando prendemos traficantes aqui, nós impedindo que as drogas cheguem aos outros Estados", diz. (Foto: Marcos Ermínio)

Uma década após a maior rebelião do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul, permanece o cenário de superlotação e temor de que, passados dez anos, o Dia das Mães volte a ser de motim.

No primeiro cenário, a Agepen (Agência Estadual Administração do Sistema Penitenciário) espera ativar até o fim do ano uma nova unidade penal para desafogar a Máxima e a penitenciária de Dourados. No segundo, a agência não detectou indicativo de rebelião e a visita foi mantida no fim de semana.

“Aumentou o número de vagas, mas não na mesma proporção do número de criminosos e condenados. É uma situação que existe a nível nacional e com repercussão maior no Mato Grosso do Sul por força do tráfico de drogas e a capacidade da polícia de coibir o crime. Um grande benefício ao país inteiro. Quando prendemos traficantes aqui, nós impedimos que as drogas cheguem aos outros Estados e União não tem reconhecido isso na proporção que deveria. Daí nós temos muito mais presos do que vagas”, afirma o diretor-presidente da agência, Ailton Stropa Garcia.

A expectativa é ampliar 603 vagas com a inauguração neste ano de um presídio masculino na Gameleira, na Capital. “Serão transferidos os presos das unidades mais superlotadas em Dourados e Campo Grande”, diz o diretor. Na Gameleira, também devem ser construídos um presídio feminino com 407 vagas e outro masculino com 603 vagas.

Minuto a minuto – Desde 2006, a visita aos presos foi dividida em sábado e domingo nas maiores unidade penais: Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, e
Penitenciária Estadual de Dourados. Na Máxima, a média é de 700 visitantes num fim de semana. Por se tratar de data comemorativa, a expectativa é 900 visitantes entre sábado e domingo.

“Nossa gerência de inteligência acompanha de minuto a minuto. Por enquanto, não temos indicativo de que haja qualquer rebelião ou crise no fim de semana. As visitas estão mantidas. Visita normal, claro que no Dia das Mães é possível que venha mais familiares”, afirma Stropa.

A maior rebelião foi em 14 de maio de 2006. Com epicentro em São Paulo e ordenada pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), o motim chegou a Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.



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