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Capital

Agentes somem das avenidas e ruas e deixam trânsito caótico no Centro

Por Nyelder Rodrigues e Helton Verão | 23/04/2013 12:49
Trânsito na região não tem fiscalização e orientação de agentes (Foto: Marcos Ermínio)
Trânsito na região não tem fiscalização e orientação de agentes (Foto: Marcos Ermínio)

Quem trafega pelas ruas do centro de Campo Grande já percebeu que uma figura outrora comum, anda meio sumida: o agente de trânsito da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito).

Mesmo com o crescente tumulto de veículos durante as manhãs e tardes, principalmente nos horários de pico, que tomam as vias da Capital, são poucos os condutores que se deparam com agentes para coordenar o conturbado fluxo.

Em uma das avenidas de maior tráfego de Campo Grande, a Afonso Pena, vários motoristas reclamaram não ver mais os “amarelinhos”, como são popularmente chamados os agentes da Agetran.

Um deles é Laudinei Paulino, taxista há mais de 15 anos e que trabalha no ponto que fica no cruzamento da Afonso Pena com a rua 14 de Julho, um dos locais mais movimentados do trânsito Capital.

O taxista acredita que a presença dos agentes é necessária para controlar o fluxo de veículos. Ele citou como exemplo o caos que fica o trânsito na esquina onde trabalha.

Segundo Laldinei, já houve vezes em que foi feito um chamado na rua Barão do Rio Branco, esquina com a 14, apenas duas quadras do cruzamento onde fica o ponto dele, mas perdeu a corrida porque demorou para chegar.

“Chega a demorar até 15 minutos no horário de pico, e o cliente desiste. É uma corrida próxima que acabo perdendo de fazer”, reclama o taxista, que volta a reforçar a necessidade da fiscalização em toda área central, pois crê que a tendência do trânsito é piorar.

Cruzamento da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena é crítico para veículos e pedestres (Foto: Marcos Ermínio)
Cruzamento da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena é crítico para veículos e pedestres (Foto: Marcos Ermínio)
Motorista não vê agentes no centro da Capital (Foto: Marcos Ermínio)
Motorista não vê agentes no centro da Capital (Foto: Marcos Ermínio)

Outro que se mostrou insatisfeito com a ausência dos agentes de trânsito da Agetran nas avenidas e ruas de Campo Grande foi o técnico em telecomunicações Pedro Leal de Almeida, de 41 anos.

Pedro afirma que algumas vezes vê os agentes na rotatória da avenida Gury Marques e avenida Interlagos, Vila Albuquerque, e também na saída para Aquidauana, mas faz um bom tempo que não vê alguém da Agetran no centro.

“Acho que não só para o trânsito em si, mas é preciso de pessoal para orientar os condutores. A gente vê muitos cavaletes e desvios na rua, que ficam lá por tempos, e podia ter alguém ajudando o trânsito nesses locais”, opinou Pedro.

Além disso, o técnico em telecomunicações sugere que seja feita uma rotatividade de profissionais nos principais pontos de congestionamentos do centro, e nos trechos de maior fluxo de veículos nos bairros, para que todos os locais sejam atendidos.

Já Ricardo Solor, 25 anos, critica a ausência dos agentes da Agetran nas ruas e a formação dos condutores de Campo Grande. Para ele, se a fiscalização não estiver presente, aumentam os problemas no trânsito, e por isso os agentes espalhados em locais estratégicos são tão importantes.

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