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Capital

"Alegre e fazia a gente dar risada", diz tio sobre criança que morreu atropelada

Criança de 3 anos atravessava a rua, quando foi atingida por moto no Bairro Paulo Coelho Machado

Por Dayene Paz e Antonio Bispo | 22/04/2024 08:57
Bicicleta e chinelo de criança vítima de acidente na tarde de ontem. (Foto: Henrique Kawaminami)
Bicicleta e chinelo de criança vítima de acidente na tarde de ontem. (Foto: Henrique Kawaminami)

"Quando escutava qualquer música já chegava dançando. Brincava, dava risada e fazia a gente dar risada também. Ele era muito divertido e não merecia ter esse fim". A frase é de Ricardo Henrique, tio do garotinho de 3 anos que morreu após ser atropelado, no Bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande. O motociclista fugiu sem prestar socorro.

Na frente do local onde aconteceu o acidente, o tio conversou com a reportagem do Campo Grande News. Ele contou que os pais da criança passaram a noite em branco. "Dormiram sob efeito de remédios", disse. A família aguarda a liberação do corpo para iniciar os trâmites funerários.

Ricardo disse que mora perto e chegou poucos minutos depois do atropelamento, que ocorreu na tarde deste domingo (21). "Estava brincando do outro lado da rua, em frente a um condomínio, quando a tia dele chamou para entrar dentro de casa. Foi quando ele atravessou sem olhar para os lados. Você sabe como é criança", diz o tio.

Foi quando aconteceu o atropelamento. "A ambulância demorou muito para socorrer", disse o tio. Na Santa Casa, o garoto teve três paradas cardíacas e morreu. Segundo Ricardo, o motociclista não chegou a cair: "só olhou para trás e foi embora".

O familiar conta que não é a primeira vez que acidentes assim acontecem na região. "O problema é que não existe nada para reduzir a velocidade. Faz mais de um ano que moro aqui e são só promessas, não fazem nada".

Na região, os moradores acreditavam que o garoto sobreviveria. "O cara fugiu e não quis nem ficar para prestar socorro. A família estava bem desesperada. Eu não acredito que ele morreu”, disse um comerciante, que pediu para ter a identidade preservada.

Outro vizinho contou que a casa da família não tem muro e fica difícil controlar as crianças. "O pessoal também tem que tomar cuidado, porque sempre tem muita criança na rua aqui brincando. Que tristeza”, lamentou o rapaz, que também não terá o nome divulgado.

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