ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
JUNHO, QUINTA  13    CAMPO GRANDE 22º

Capital

Amiga recebeu mensagem de corretora 1h30 antes de corpo ser encontrado

Amalha Cristina Mariano Garcia mandou última mensagem às 12h28 e por volta das 14h foi encontrada morta

Por Ana Paula Chuva | 22/05/2024 16:45
Amalha em foto publicada no Facebook em julho do ano passado (Foto: Reprodução)
Amalha em foto publicada no Facebook em julho do ano passado (Foto: Reprodução)

Cerca de uma hora e meia antes do corpo ser encontrado, a corretora de imóveis Amalha Cristina Mariano Garcia enviou a última mensagem a uma amiga. “Ela me ligou dizendo que encontraria com esse ex para receber mil reais. Eu perguntei se não era perigoso, ela disse que não. Como estava ocupada trocando meu filho para a escola não entrei em muitos detalhes. Às 12h28 ela me mandou mensagem dizendo que estava com febre e depois não tivemos mais contato”, disse a também corretora de imóveis de 39 anos, que pediu para não ter o nome identificado.

O corpo de Amalha foi encontrado por volta das 14h de terça-feira (21), em uma área de mata na região do porto seco, Bairro Jardim Los Angeles, em Campo Grande.

Antes, Amalha já havia ligado para a amiga e contado que iria se encontrar com um “ex-paquera” para receber R$ 1 mil. A mulher conta que chegou a questionar se ela não achava perigoso, mas a vítima negou qualquer risco dizendo que o homem sabia que seus primos eram policiais federais.

A amiga foi o último contato de Amalha viva. A mulher contou ainda ao Campo Grande News, que saiu para continuar as visitas aos clientes e acreditou que a corretora tomou remédio por conta da febre e dormiu. No entanto, como já era final de tarde e ela ainda não havia feito novo contato passou a se preocupar.

“Eu respondia a mensagem dela logo em seguida, mas ela já não visualizou. Acreditei que ela tivesse tomado remédio por conta da febre e dormiu. Então fui fazer umas visitas e captações. Mas quando foi chegando perto das 16h, começou a me dar uma agonia e eu fui na portaria do condomínio onde ela morava”, explicou a mulher.

Chegando na portaria ela foi informada de que Amalha não estava e pediu para entrar para olhar a garagem. A mulher viu que o carro não estava no local e acreditou que a corretora estivesse trabalhando.

“Eu falei com uma outra parceira nossa e ela disse que a Amalha não tinha costume de sumir. Então ela já entrou em contato com a família e disse que ela tinha sumido. Ela também foi na portaria e ficou preocupada. Eu conhecia ela há pouco tempo, não tinha telefone de ninguém, mas ela tinha e falou com eles”, afirmou a corretora.

Sobre o ex que a vítima encontraria, a amiga disse que não o conhecia e que Amalha nunca falou sobre ele. Mas um familiar afirmou suspeitar de alguém e que a dívida era de R$ 20 mil e não de mil reais.

“Acredito que porque nos conhecíamos há pouco tempo, ela tenha ficado constrangida em dizer que o valore era maior. Mas se ela tivesse me ligado em outro horário, talvez eu perguntasse mais coisas sobre esse ex, ela só me disse que era um relacionamento que terminou o ano passado e que ele sabia que os primos dela eram policiais”, pontuou.

À reportagem, ela lembrou que Amalha era uma pessoa muito divertida e que fazia questão de ser livre nos negócios, por isso, trabalhava de forma autônima. As duas faziam apenas algumas parcerias depois que ela saiu de uma imobiliária ano passado.

“Ela fazia questão de ser livre. Nos vimos pessoalmente a última vez no sábado. Mas nos falamos horas antes de acharem o corpo. Acho que fui a última pessoa a falar com ela. Era muito alegre, divertida. Alto astral. Tinha uma turma de beach tênis, estavam sempre saindo com os amigos dela. Estamos em choque com o que aconteceu”, finalizou.

Delegada Ricelly e peritos no local onde Amalha foi encontrada morta (Foto: Kamila Alcântara)
Delegada Ricelly e peritos no local onde Amalha foi encontrada morta (Foto: Kamila Alcântara)

O corpo - Amalha foi encontrada morta na tarde de ontem por equipe de seguranças que faziam treinamento na região do porto seco.  A vítima estava com o rosto bastante machucado e jogada em área de mata, perto de uma árvore. No local também foram encontrados um par de sandálias, um brinco, uma corrente e cinco pulseiras.

As investigações tiveram início logo após familiares reconhecerem o corpo da mulher. UM suspeito chegou a ser detido por volta do meio dia desta quarta-feira em Ponta Porã, cidade a 313 quilômetros de Campo Grande. Informação inicial é de que o homem teria sido preso, no entanto, a delegada Analu Ferraz da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) disse que ele apenas estava sendo ouvido para descartar todas as possibilidades.

Ainda não há informações sobre o carro da vítima, um Jeep Renegade branco que sumiu. Além disso, por não ter uma linha de investigação definida não se sabe qual delegacia ficará responsável pelo caso, porém, todas as forças policiais estão empenhadas para esclarecer os fatos.

Corpo de Amalha perto de uma árvore em área de mata no Los Angeles (Foto: Kamila Alcântara)
Corpo de Amalha perto de uma árvore em área de mata no Los Angeles (Foto: Kamila Alcântara)

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

Nos siga no Google Notícias