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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

26/06/2013 11:20

Amigos dizem que delegado distribuiu 11 dossiês antes de morrer

Paula Maciulevicius e Luciana Brazil
Dossiê descrevia as investigações levantadas por Paulo e era uma forma de manter as informações mesmo que ele viesse a ser morto. (Foto: reprodução/Facebook)Dossiê descrevia as investigações levantadas por Paulo e era uma forma de manter as informações mesmo que ele viesse a ser morto. (Foto: reprodução/Facebook)

Por segurança em caso de ser executado, o advogado e delegado aposentado Paulo Magalhães, de 57 anos, entregou dossiês a 11 amigos de Mato Grosso do Sul e fora do Estado que continham informações de uma pessoa específica do Judiciário e também de policiais civis envolvidos em esquemas de corrupção. A informação foi repassada ao Campo Grande News durante o velório do delegado, por um amigo que preferiu não se identificar.

O dossiê descrevia as investigações levantadas por Paulo e era uma forma de manter as informações mesmo que ele viesse a ser morto, como aconteceu na tarde desta terça-feira, na saída da escola da filha, no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande.

O fato dos dossiês é apenas um de uma série de possíveis explicações para a execução do delegado. Marcado como figura polêmica, Magalhães disparava críticas principalmente contra servidores públicos, políticos e integrantes da Polícia.

No vídeo abaixo, da participação dele em uma audiência pública no Conselho Nacional de Justiça, em 2010, o delegado apresentava o site criado por ele, ONG Brasil Verdade, como defensor do patrimônio público e com objetivo de combate à corrupção.

Como mostra a gravação, ele inicia narrando que tudo o que será exposto são fatos já sabidos e reconhecidos pelas autoridades. “Que até podem ser inertes, mas não são cegas e nem surdas”, completou.

No pronunciamento, Magalhães fala de juízes envolvidos abertamente com a contravenção e que a desfaçatez é tamanha que já existe um ditado popular local entre os advogados. “Há mais desembargadores tomando uísque na casa do chefe do jogo do bicho do que em reunião do pleno”. A declaração termina em aplausos.

No mesmo vídeo, o delegado relata ações como favorecimento a esquema criminoso para acobertamento de peculato, prevaricação, extorsão, esquentamento de veículos roubados e dados fraudulentos patrocinados pelo Judiciário. “Promotores de Justiça usando o poder de denunciar como arma de coação e juízes que aceitam denúncias de fatos criminosos inexistentes e até mesmo de imputação não relacionada ao código penal”. Fatos que segundo ele, eram de pleno conhecimento da Corregedoria de Justiça, além da prática de arquivamento de denúncias pelo Ministério Público com a conivência do Judiciário para proteger delegados de Polícia, peritos criminais e funcionários ligados à força política.

Durante o velório de Magalhães, outro amigo disse ao Campo Grande News que atribui a execução à investigação das câmeras clandestinas instaladas no presídio federal que resultaram no livro censurado pela Justiça, “Conspiração Federal”, onde cinco agentes penitenciários federais denunciavam a existência das câmeras destinadas aos encontros íntimos dos presos e inúmeras outras irregularidades no local, a mando de juiz federal.

Paulo Magalhães respondia na Justiça, até ano passado, 21 ações criminais e 8 cíveis sob a alegação de calúnia e difamação contra servidores públicos federais e estaduais. Na mesma publicação, na página da ONG Brasil Verdade, ele garantiu já ter sido alvo de 3 pedidos de prisão preventiva, inclusive, pela Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul “sob argumento de que pratica reiteradamente calúnias e difamações”.

A investigação da morte de Magalhães está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios com auxílio do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros).



mas um crime impune. ele denunciava juízes federais estaduais políticos e toda cúpula da judiciário. É óbvio os contraventores de MS ....bicheiros. sem duvidas. quem mandou matar esse homem?? CNJ OAB P Federal STJ esse é um trabalho pra vcs pq la em MS nada será feito. Mais uma vitima por querer que a lei em MS seja cumprida. Moro em SP mas já morei em MS essa terra sem lei que só os corruptos mandam a família da contravenção que manda em tudo e todos espero que mais esse crime como tantos outros seja descoberto e não seja impune, um dia a casa cai e a de vcs vão cair com certeza homens do bicho. que DEUS tenha piedade de vcs.
 
claudia sampaio em 11/07/2013 20:39:47
Será que o Delegado responsável pela investigação, terá a coragem ou capacidade de levar a investigação a frente, tendo envolvimento de altos politicos ou até mesmo grandes membros do poder Judiciario envolvidos?
Tenho certeza que não, até porque não vai querer ter o mesmo final que teve Paulo Magalhães!
 
Silvio Alves em 28/06/2013 13:16:47
Morreu por falar a verdade. A autoria do delito não será descoberta!
 
Ana Maria em 26/06/2013 18:47:36
Bom esse caso é mais um que ficará impune, infelizmente quando se trata de corrupção todo mundo fica de braços cruzados, um deve ao outro favores e assim vai .Ficamos aterrorizados poque é um PAÍS hipócrita, e querem a ( verdade).
 
Rosinez Espinosa em 26/06/2013 17:49:10
Que sua morte não seja em vão... Meus sentimentos a família.
 
Jorge Augusto Acosta em 26/06/2013 16:07:27
Vamos ver se saí alguma coisa, porque do outro jornalista ainda nada.
 
Claudinei Braz em 26/06/2013 16:05:58
Tá na cara que o cara foi apagado por "autoridades"/ coronéis/ influentes/gente da alta de Campo Grande, que além de ter muita culpa no cartório, estava com medo de vir a podridão a tona diante da grande mobilização social dos protestos, só espero que os responsáveis pelos dossiês possam mostrar toda essa informação a população, para que possamos ajudar a combater essa corja/máfia que aqui reside!
 
Rhaisa Figueira em 26/06/2013 15:31:23
Esse Dr. Paulo é um homem de verdade. Digo é porque seu legado vai ficar para sempre. Descanse em paz guerreiro do povo.
 
Ricardo Alves em 26/06/2013 14:13:25
Por intuição eu já sabia dessa ligação entre os 3 poderes e o crime organizado. E a nossa gente na mão desses facínoras.
 
Carlos Roberto em 26/06/2013 13:26:03
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