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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

08/09/2014 13:57

Ânimos se exaltam e prefeito acusa manifestantes de ofendê-lo

Lidiane Kober e Francisco Júnior

Em reunião do prefeito Gilmar Olarte (PP) com 10 representantes do grupo de manifestantes da comunidade Cidade de Deus, os ânimos se exaltaram, no início da tarde desta segunda-feira (8), e houve troca de ofensas. Olarte disse que foi chamado de “pastorzinho” e reagiu acusando políticos de “plantar a semente da discórdia”.

“Fui ofendido, me chamaram de pastorzinho”, revelou o prefeito, após a reunião a portas fechadas. Em contrapartida, ele afirmou que “tem gente” no meio da manifestação que “não faz sua parte”. “Grande parte não tem nem inscrição na Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande)”, comentou. “Muitos manifestantes querem agredir, querem afrontar”, completou.

Ainda sobre o protesto de hoje, Olarte disse que “políticos foram lá (na comunidade) e plantaram a semente da discórdia”. “São pessoas que querem desviar o foco dos acontecimentos nacionais e estaduais, eles querem denegrir a imagem do prefeito, mas não vamos dar oportunidade para desestabilizar”, declarou.

Além disso, ele reforçou que “está envolvido em achar uma solução para o problema”. “As famílias com cadastro serão atendidas, vamos encaminhar para a Emha tentar uma solução imediata”, prometeu. “Para os outros (sem cadastro), vamos tentar uma alternativa transitória”, emendou, sem dar detalhes das ações.

O protesto – Depois de bloquear por três horas a BR-262, na saída para São Paulo, os moradores da comunidade Cidade de Deus, no Bairro Dom Antônio Barbosa, foram à prefeitura e fecharam a Avenida Afonso Pena, no sentido Parque dos Poderes/Centro. Os moradores temem despejo da área onde vivem 800 famílias e protestam por moradias.

Um inquérito civil tramita na 29ª Promotoria de Patrimônio Público e Social sobre a ocupação irregular e furto de energia elétrica na área onde vivem as famílias. Reunião, em agosto, também envolveu setores de meio ambiente e defesa do consumidor.

Na semana passada, o MPE (Ministério Público Estadual) pressionou a prefeitura da Capital para despejar as famílias da região e reiterou que os invasores não têm direito a casas de programas habitacionais. “A prefeitura entrou com pedido no judiciário para que a ação de despejo, impetrada pela gestão anterior (de Alcides Bernal), não seja cumprida”, revelou Olarte.



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