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Antigo Oswaldo Cruz será reformado e pode receber novo curso de Medicina

A ABCG tenta viabilizar cinco cursos de nível superior na área de saúde para ocupar o prédio histórico

Por Tainá Jara | 08/01/2020 18:58
Fachada do antigo Colégio Oswaldo Cruz, em frente ao Mercadão Municipal, na região central de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)
Fachada do antigo Colégio Oswaldo Cruz, em frente ao Mercadão Municipal, na região central de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

A reforma vem a passos lentos, porém, projeto da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) de reativar o prédio do antigo Colégio Oswaldo Cruz, localizado na Rua José Bacha, em frente ao Mercadão Municipal, na região Central de Campo Grande, tramita e depende do Ministério da Educação para concretizar-se de forma integral, com a instalação de curso de Medicina.

Conforme o presidente da entidade responsável também por administrar a Santa Casa, Esacheu Nascimento, também há planos para implantação de cursos de Enfermagem, Farmácia, Nutrição e Fisioterapia.

A Santa Casa mantém há quatro anos Escola de Saúde com mais de 40 cursos livres oferecidos a distancia, de forma semipresencial ou presencial. O espaço utilizado para as aulas é no próprio terreno do hospital, na Avenida Afonso Pena, onde funcionava até o ano retrasada, a ala pediátrica da unidade, desativado a pedido da própria ABCG.

Instituição privada, a Santa Casa é mantida na maior parte com dinheiro SUS (Sistema Único de Saúde). A contratualização com Município, Estado e União é de cerca de R$ 260 milhões por ano.

A ideia é ampliar o serviço de educação o transferindo para o prédio próximo ao Mercadão. Nascimento prevê para ainda este ano a implantação de curso técnico de Enfermagem “A Santa Casa possui toda a estrutura e corpo docente necessários para implantação deste projeto”.

Prédio foi tombado em 1997 e chegou a servir de unidade para escola da rede pública (Foto: Paulo Francis)
Prédio foi tombado em 1997 e chegou a servir de unidade para escola da rede pública (Foto: Paulo Francis)

Tombado em 1997, o prédio histórico abrigou nos últimos anos também escola da rede pública, porém, há cinco anos foi desativado e “devolvido” para gestão da ABCG. Desde então, o plano é manter o espaço como centro educacional, só que agora volta ao ensino de áreas da saúde.

A implantação de curso de Medicina, no entanto, depende de liberação do Ministério da Educação. Conforme Esacheu, o projeto tramita desde 2018, já passou pelo Ministério da Saúde e agora aguarda definição do MEC.

Com madeiramento e telhamento executados no ano passado, a finalização da reforma do prédio depende de recurso de R$ 1,8 milhão de pagamento de precatório pelo município pela degradação do prédio durante o período de exploração do espaço. No momento, não são executadas obras no local.

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