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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

18/08/2014 13:28

Aos 86 anos, morre padre Mário, criador de 16 comunidades e do Cimi

Michel Faustino
Padre Mário comemorou ano passado 60 anos de vida sacerdotal. (foto: divulgação)Padre Mário comemorou ano passado 60 anos de vida sacerdotal. (foto: divulgação)

Morreu, na manhã desta segunda-feira (18), o padre salesiano Mário Panziera, que estava internado há cerca de duas semanas no Hospital da Unimed (antigo Miguel Couto), na Capital. De acordo com o laudo médico, a causa da morte foi  falência múltipla dos órgãos. Ele foi um dos fundadores do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), pároco da São José e ajudou a criar 16 novas comunidades católicas na Capital.

O corpo será velado, a partir das 14h de hoje, na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, localizada na Avenida Manoel Ferreira, 171, Bairro Santo Antônio, onde atuou por 13 anos como pároco, será celebrada a missa de corpo presente, marcada para às 7h30 desta terça-feira (19), com a presença do inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso, padre Gildásio Mendes dos Santos, e do bispo auxiliar da Arquidiocese de Campo Grande, Dom Eduardo Pinheiro da Silva.O sepultamento está previsto para as 10h, no Cemitério Santo Antônio.

O funcionário público, Francisco José da Silva, 36 anos, que atua como cooperador salesiano, diz que a comunidade salesiana de Campo Grande recebeu a noticia do falecimento do padre Mário com muito pesar. Segundo ele, padre Mário ganhou a simpatia e o respeito de todos durante os anos que se dedicou como pároco da Igreja São José. “Infelizmente é uma perda muito grande para a comunidade salesiana, mas vamos lembrar sempre das coisas positivas que Mário nos passou”, disse.

História - Padre Mário Ottorino Panziera nasceu em 7 de janeiro de 1927 em Selva del Montello, na Itália. Ele chegou ao Brasil em 1947, aos 20 anos de idade. Foi ordenado sacerdote aos 26 anos na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo (SP), pelo bispo salesiano Dom João Rezende Costa. O lema escolhido para ilustrar a sua vocação foi “conservai a unidade do espírito no vínculo da paz” (Ef: 4,3).

Depois de ordenado, atuou nas aldeias São José de Sangradouro, Sagrado Coração de Meruri Marcos, com as etnias Bororo e Xavante, no Mato Grosso. Em 1972, ajudou a fundar o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Em 1976 veio para Mato Grosso do Sul, assumindo a função de diretor da comunidade salesiana de Indápolis (Dourados) - composta por uma casa de formação, o Instituto Dom Bosco, e pela Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. Atuou como pároco em Cuiabá (Paróquia São Gonçalo), São José (Campo Grande), Nossa Senhora Auxiliadora (Campo Grande) e novamente em Indápolis com a função de pároco – local onde celebrou os 60 anos de vida sacerdotal em 2013.

Na Capital, de 1995 a 2008, foi o responsável pela construção de 16 comunidades católicas, três delas foram elevadas à paróquia, são elas: Maria Medianeira das Graças (Vila Popular); Sagrado Coração de Jesus, que se tornou a Paróquia Coração Eucarístico de Jesus (Bairro Coophatrabalho) e a Paróquia São Francisco de Sales, antes Comunidade São Pedro (Bairro Recanto dos Pássaros). Como pároco ele sempre deu prioridade à atuação de todos os movimentos pastorais da Igreja Católica.

Neste último ano foi confessor e acompanhou os formandos do Pós-Noviciado no Instituto São Vicente, em Campo Grande.

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Quem conhece a história desse gigante, sabe que, não só a igreja perde com a sua partida, pois Pe. Mário acolheu e ajudou muitas pessoas que não seguiam a doutrina católica, pois ele tinha carinho por todas as criaturas de Deus; Exemplo de garra e determinação, suas ações marcaram e serão lembradas para sempre por todas as comunidades por onde passou; acredito que ele mereceria uma "estardalhaço" bem maior que ao do candidato falecido, mas ele mesmo reprovaria, porque não era do seu feitio buscar elogios ou agradecimento a sua pessoa e sim ao Deus e à Maria Auxiliadora que sempre serviu com zelo e dedicação.
 
anderson roque martinez dos santos em 18/08/2014 21:11:42
Meus pesames aos familiares e amigos, o padre Maria sempre foi uma grande pessoa, porem é por causa do Cimi que temos as grandes batalhas com os povos indigenas hoje aqui no nosso estado, sei que foi criado com a melhor das intenções mas as pessoas que hoje trabalham no Cimi nada mais fazem do que envenenar a cabeça dos indios para que eles exijam mais terras, um conselho que foi criado com o intuito de ajudar, hoje faz com que indios e fazendeiros queiram sangue e terra uns dos outros.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 18/08/2014 14:58:14
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