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Capital

Apagão prejudica clínicas e deixa idosa presa em elevador

Exames foram cancelados, consultas interrompidas e moradora passou mal após ficar retida no equipamento

Por Kamila Alcântara e Inez Nazira | 29/07/2026 17:06
Apagão prejudica clínicas e deixa idosa presa em elevador
Trabalhadores das clínicas e estabelecimentos comerciais da Avenida Afonso Pena esperam o retorno do fornecimento de energia (Foto: Paulo Francis)

A falta de energia que atingiu a região central de Campo Grande na tarde desta quarta-feira (29) provocou cancelamentos de exames, interrupção de consultas e problemas em edifícios. Em uma clínica de imagens odontológicas, mais de 20 pacientes ficaram sem atendimento. Em outro ponto afetado, uma moradora de 80 anos passou mal após ficar presa em um elevador.

RESUMO

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Falta de energia na região central de Campo Grande na tarde desta quarta-feira (29) causou cancelamento de exames, interrupção de consultas e problemas em edifícios na Avenida Afonso Pena. Uma idosa de 80 anos passou mal após ficar presa em elevador. A Energisa informou que o problema começou às 14h33, quando um objeto de obra tocou a rede elétrica, e que 82% dos clientes tiveram o fornecimento restabelecido em uma hora.

Na Digital Imagens Odontológicas, o analista de atendimento Kelvin Sandro Gomes Ribeiro contou que a agenda estava cheia quando o fornecimento foi interrompido. Como os equipamentos dependem de energia, os exames que ainda não haviam começado precisaram ser remarcados.

“É um transtorno imenso. Muitos pacientes deixam o serviço para vir fazer o exame e chegaram aqui sem conseguir atendimento. Agora teremos que reagendar todos”, afirmou.

Segundo Kelvin, alguns tipos de exame já tinham vagas disponíveis somente a partir do dia 4, o que deve dificultar o encaixe de quem perdeu o atendimento desta quarta-feira.

A clínica possui nobreaks, mas os equipamentos servem apenas para manter os aparelhos ligados durante tempo suficiente para concluir exames que já estavam em andamento e salvar as imagens produzidas.

“Eles funcionam para finalizar o exame, salvar as imagens e liberar o paciente que já está na máquina. Quem ainda não havia entrado na sala precisou remarcar”, explicou.

Apagão prejudica clínicas e deixa idosa presa em elevador
Analista de atendimento Kelvin Sandro compartilhou os transtornos que passou no seu estabelecimento comercial (Foto: Paulo Francis)

Kelvin relatou que entrou em contato duas vezes com a Energisa. Na segunda ligação, feita por volta das 15h50, ainda não havia previsão para a normalização. Sem condições de realizar novos exames, a clínica avaliava encerrar as atividades antes das 18h, horário habitual de fechamento.

Em outra clínica, a psicóloga Isadora Rodrigues afirmou que todos os atendimentos do período da tarde foram afetados. Segundo ela, a informação recebida da concessionária era de que o fornecimento poderia retornar somente depois das 18h.

No Edifício Leblon, a interrupção deixou equipamentos sem funcionamento regular e prejudicou a comunicação de funcionários e moradores. O motorista Leandro Galeão relatou que o zelador acionou a Energisa e recebeu uma previsão inicial de até quatro horas para o restabelecimento.

Segundo ele, o transformador apresentava oscilações e os elevadores funcionavam de forma irregular. “Tem hora que o elevador para, tem hora que funciona. Ficou tudo prejudicado”, contou.

Leandro afirmou ainda que uma moradora idosa ficou presa em um dos elevadores, passou mal e precisou procurar atendimento. Ele também relatou dificuldades de comunicação porque celulares ficaram sem bateria e não havia como recarregá-los.

Apagão prejudica clínicas e deixa idosa presa em elevador
Equipe da Energisa quando iniciou os trabalhos na Avenida Afonso Pena (Foto: Paulo Francis)

Estragos na rede - A interrupção afetou parte da Avenida Afonso Pena e ruas próximas, deixando estabelecimentos comerciais, clínicas, prédios públicos e semáforos sem energia.

Segundo a Energisa, o problema começou às 14h33, depois que um objeto de uma obra de construção civil tocou a rede elétrica. A distribuidora informou que realizou manobras remotas e restabeleceu o serviço para 56% dos clientes atingidos em menos de 40 minutos. Em uma hora, 82% já haviam recuperado o fornecimento.

Equipes técnicas permaneceram na região para concluir os reparos. No fim da tarde, a energia voltou aos locais acompanhados pela reportagem.

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