Objeto de obra que atingiu rede elétrica causou apagão na região da Afonso Pena
Manobras remotas já restabeleceram parte do serviço, e equipes seguem trabalhando para normalizar 100%
A Energisa informou que o apagão que atingiu parte da região central de Campo Grande na tarde desta quarta-feira (29) foi provocado por um objeto utilizado em uma obra de construção civil, que entrou em contato com a rede elétrica de distribuição. A ocorrência deixou sem energia um trecho da Avenida Afonso Pena, ruas do Jardim dos Estados, além de afetar o funcionamento de semáforos, órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e serviços na região.
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Um objeto usado em obra de construção civil tocou a rede elétrica e provocou um apagão na região central de Campo Grande na tarde desta quarta-feira (29). A ocorrência, registrada às 14h33, afetou a Avenida Afonso Pena, o Jardim dos Estados, semáforos, órgãos públicos e comércios. Em menos de 40 minutos, 56% dos clientes tiveram o fornecimento restabelecido. Após uma hora, o índice chegou a 82%. A Energisa informou que equipes seguem trabalhando para normalizar 100% do serviço.
Segundo a concessionária, a ocorrência foi registrada às 14h33 e teve origem em uma causa externa à rede de distribuição.
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Conforme a empresa, um objeto de terceiros utilizado em uma obra de construção civil tocou a rede elétrica, provocando a interrupção do fornecimento em algumas áreas da região central da Capital.
Logo após o incidente, a Energisa realizou manobras remotas de automação para reduzir os impactos da ocorrência e restabelecer o serviço ao maior número possível de consumidores.
De acordo com a concessionária, em menos de 40 minutos o fornecimento de energia foi normalizado para 56% dos clientes afetados. Após uma hora do início da ocorrência, esse percentual chegou a 82%.
Enquanto parte dos consumidores teve o serviço restabelecido, equipes técnicas permaneceram em campo para concluir os reparos e normalizar o fornecimento aos demais imóveis atingidos.
Mais cedo, a falta de energia deixou sem funcionamento diversos semáforos ao longo da Avenida Afonso Pena, entre as ruas Alagoas até a Pedro Celestino, causando lentidão no trânsito e exigindo atenção redobrada de motoristas nos cruzamentos. O apagão também atingiu a prefeitura de Campo Grande, Sesc Camillo Boni, a Secretaria Municipal de Saúde e diversos estabelecimentos comerciais, além de ruas adjacentes no bairro Jardim dos Estados.
Com a interrupção da energia, comerciantes relataram prejuízos nas atividades e dificuldades para manter o funcionamento dos estabelecimentos, enquanto farmácias demonstraram preocupação com a conservação de medicamentos que dependem de refrigeração.
Em um salão de beleza, a filha da proprietária, Maria Luiza Teixeira, de 21 anos, informou que parte dos atendimentos foi transferida para outra unidade, mas diversos clientes tiveram os horários cancelados. Segundo ela, a falta de energia compromete diretamente os serviços que dependem de equipamentos elétricos.
"Algumas estão atendendo no calor e tentando se virar do jeito que pode. Mas sempre dá prejuízo. A gente trabalha com secador, chapinha, aquecedor de cera. Para as meninas fazerem unha e acrílico no escuro fica difícil", afirmou.
Em uma clínica oftalmológica da região, a equipe precisou recorrer a uma solução improvisada para evitar a paralisação total dos atendimentos. A gerente Grazieli Alegre contou que um carro elétrico da BYD foi utilizado como fonte de energia para manter em funcionamento dois consultórios. Mesmo assim, a unidade, que contava com cinco médicos atendendo no momento da interrupção, registrou atrasos e precisou remarcar consultas.
"Conseguimos improvisar com um carro da BYD, gerando energia para dois consultórios. Mesmo assim tivemos bastante remarcação por causa da demora", relatou.
De acordo com a gerente, além de afetar os atendimentos, a interrupção no fornecimento de energia deixou o sistema informatizado da clínica fora do ar, dificultando o acesso às agendas e o contato com os pacientes.
Em nota, a Energisa informou que as equipes técnicas seguem trabalhando no local para concluir os reparos e normalizar 100% o fornecimento de energia aos consumidores que ainda permanecem sem o serviço.



