Após 30 anos, Biblioteca Municipal vai deixar o Horto Florestal
Novo local será temporário e acervo não vai retornar ao endereço tradicional, segundo diretor de Fundação

No último final de semana, caixas e mais caixas contendo um acervo de mais de 30 mil exemplares foram retiradas do prédio da Biblioteca Municipal Anna Luiza Prado Bastos, que ficava no Parque Horto Florestal, em Campo Grande. A instituição está de mudança.
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O novo endereço será a antiga Estação Ferroviária de Campo Grande, mas por pouco tempo. A biblioteca chegou a funcionar ali em 1987. Ela tem 98 anos de fundação e estava no local mais recente há 30 anos.
Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Valdir Gomes, o prédio provisório fica próximo à Feira Central. Os livros e mobiliários serão transferidos para um salão antes ocupado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Gomes afirma que o local temporário será desocupado já em agosto deste ano. "Depois, vai para o Centro de Belas Artes", anunciou. O novo destino será um espaço cultural que começou a ser construído há mais de 30 anos, deteriorou-se com sucessivas paralisações e foi retomado pela última vez em 2025. A Prefeitura de Campo Grande contratou a empresa CR Arquitetura e Urbanismo por R$ 8.100.103,80 para executar metade do que falta para finalizá-lo. De acordo com dados do Portal da Transparência consultados hoje (3), a previsão de término dessa primeira fase é dezembro deste ano.
Reforma do Horto - A Biblioteca Municipal fechou junto ao Horto Florestal, há quase um ano. Além de fazer empréstimos de livros e oferecer espaço silencioso para leitura e estudos, ela sediava oficinas de férias para crianças e adolescentes e formações para adultos.
O Horto Florestal será revitalizado pelo Sistema Comércio (que integra Fecomércio, Sesc e Senac), em parceria com a prefeitura. A expectativa é que as intervenções terminem dentro de seis meses.
No fim de semana em que a biblioteca foi esvaziada, o parque recebeu um mutirão de limpeza como preparação para as obras. Somente seis meses depois da notícia da parceria com o Município foi possível iniciar as ações, já que havia trâmites burocráticos a serem cumpridos, como um inventário das árvores e consulta ao Iphan por se tratar de um espaço tombado.
A reportagem questionou a assessoria de imprensa do Sistema Comércio sobre qual é o projeto para o prédio da biblioteca que ficará vazio e aguarda a resposta para acrescentar à matéria.
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