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Capital

Após 4 horas internado, militar deixa UPA preso por morte de motociclista

Condutor não fez bafômetro por estar hospitalizado, mas polícia lavrou termo de constatação de embriaguez

Por Gabi Cenciarelli | 20/06/2026 11:25


RESUMO

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Militar do Exército de 22 anos foi preso após deixar hospital em Campo Grande (MS), quatro horas depois de causar acidente que matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos. Victor Vicentin Rocha conduzia uma caminhonete S10 quando atingiu a motociclista. No veículo, foram encontradas garrafas de conhaque e latas de cerveja. A Polícia Civil investiga embriaguez ao volante e analisa imagens de câmeras de segurança.

Quatro horas após o acidente que matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, o militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, deixou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino preso na manhã deste sábado (20), em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem no local, o militar não realizou o teste do bafômetro porque permanecia hospitalizado. A situação, porém, não foi registrada como recusa ao exame. Diante das circunstâncias observadas pelos policiais, foi lavrado um termo de constatação de embriaguez, documento previsto para casos em que não é possível realizar o teste.

Além disso, horas antes do acidente, o próprio condutor publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece dentro do veículo segurando uma garrafa da mesma bebida.

Após 4 horas internado, militar deixa UPA preso por morte de motociclista
Victor Vicentin Rocha saiu preso da UPA (Foto: Osmar Veiga)

A suspeita de consumo de álcool é um dos principais pontos investigados pela Polícia Civil. Dentro da caminhonete Chevrolet S10 conduzida pelo militar foram encontradas uma garrafa de conhaque e latas de cerveja.

O jovem estava internado desde a colisão registrada por volta das 6h25, no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa. Após receber atendimento médico, ele foi encaminhado sob escolta policial para os procedimentos na delegacia.

As investigações também apontam que o militar teria se envolvido em outro acidente antes da colisão fatal. Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, ele teria deixado o local da primeira batida e seguido em alta velocidade pela Rua Maracaju, onde acabou atingindo a motociclista.

O acidente - Miriam conduzia uma Yamaha Factor quando foi atingida pela caminhonete. Com a força do impacto, ela foi arremessada por cerca de 50 metros e morreu ainda no local.

Após atingir a motocicleta, a S10 perdeu o controle, bateu contra uma árvore e parou na rampa de acesso de uma clínica particular.

A Polícia Civil aguarda os laudos periciais e analisa imagens de câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica do acidente e confirmar a velocidade desenvolvida pelo veículo no momento da colisão.

Após 4 horas internado, militar deixa UPA preso por morte de motociclista
Carro ficou completamente destruído com a colisão (Foto: Osmar Veiga)


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