Sem Tereza e partidos aliados, Flávio terá deputado do PL como vice
Senador anunciou nesta quarta-feira que escolha recaiu sobre Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS

Sem conseguir levar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para a chapa nem fechar aliança com partidos do Centrão, o presidenciável Flávio Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. Mesmo sem integrar a chapa, a sul-mato-grossense estava ao lado do candidato durante o anúncio, agora há pouco.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O presidenciável Flávio Bolsonaro anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente em uma chapa pura do PL. A escolha ocorreu após tentativas frustradas de atrair partidos do Centrao e nomes femininos, como a senadora Tereza Cristina e Daniella Marques. Com a neutralidade de PP, Republicanos e Uniao Brasil, a campanha terá cerca de 20% a menos de tempo de TV em relação ao candidato Lula. Gaspar é ex-promotor e foi relator da CPMI do INSS.
Gaspar foi promotor de Justiça e se destacou como relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS. A escolha resulta em uma chapa formada por dois homens do PL, diferente do plano inicial do senador, que se esforçou para buscar uma vice, uma mulher filiada a uma legenda aliada.
- Leia Também
- Após superaliança em MS, Reinaldo apresenta resultado da convenção a Flávio
- Tereza diz que estará na campanha de Flávio “de uma maneira ou de outra”
A decisão também expõe a dificuldade do PL em ampliar a coligação nacional. PP, União Brasil e Republicanos não aderiram à candidatura de Flávio e optaram pela neutralidade na disputa presidencial. O prazo para as convenções partidárias e a definição das alianças termina nesta quarta-feira.
Sem esses partidos, Flávio terá menos tempo de propaganda eleitoral na televisão do que o presidente Lula (PT), que conta com o apoio de outras seis legendas. A estimativa apresentada pela campanha é de uma diferença de aproximadamente 20%.
Flávio já havia classificado a procura por um vice como uma “novela”, admitindo que a definição poderia ficar para o dia 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Entretanto, o PL informou que a decisão estava tomada e convocou a imprensa para o anúncio, feito às 11h, horário de Brasília.
A principal tentativa do partido envolveu Tereza Cristina. Na semana passada, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto (PL), trabalhou para colocar a senadora sul-mato-grossense na chapa.
Tereza já tinha dito que pretendia seguir no Senado, mas, na semana passada, voltou a conversar com Flávio. O PP, no entanto, barrou a candidatura ao decidir não formalizar aliança nacional com o PL por considerar que a neutralidade permitiria maior liberdade aos diretórios estaduais, que mantêm alianças diferentes nas eleições locais.
Flávio também tentou atrair Daniella Marques, filiada ao Republicanos e ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro. Na terça-feira, o partido decidiu não apoiar o senador e também adotou posição neutra na eleição presidencial.
Antes da decisão, Flávio havia elogiado Daniella publicamente e afirmado que gostaria que ela fosse sua candidata a vice. A negativa do Republicanos encerrou mais uma tentativa de compor a chapa com uma mulher de outra legenda.
Havia, na equipe de campanha, a preferência por uma mulher como estratégia para reduzir a rejeição do candidato entre eleitoras. Também se cogitava um nome que pudesse agregar votos e identificação com setores como o agronegócio, o eleitorado evangélico ou a Região Nordeste.
Sem Tereza, Daniella ou uma aliança com PP, Republicanos e União Brasil, Flávio acabou recorrendo a um nome do próprio PL.
Além de Tereza, outro político do Estado que estava próximo a Flávio durante o anúncio foi o candidato ao Senado pelo PL Renan Contar.

