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Capital

Após 42 dias, agressor segue sem trabalhar e com sinais de depressão

Por Viviane Oliveira e Julia Kaifanny | 16/11/2016 11:47
Vídeo em que Jonnhy aprece espancando a vítima viralizou na internet e trouxe consequências graves a família. (Foto: reprodução/Facebook)
Vídeo em que Jonnhy aprece espancando a vítima viralizou na internet e trouxe consequências graves a família. (Foto: reprodução/Facebook)

Passados 42 dias desde que teve a vida transformada, Jhonny Celestino Holsback Belluzzo, 19 anos, filmado espancando um rapaz de 18 anos, ainda não retomou a rotina e apresenta sinais de depressão. O vídeo espalhou-se pela internet e, além de responder por tentativa de homicídio, o agressor ainda vive os reflexos daquele 18 de setembro.

Conforme informações de fonte próxima à família, Jhonny está doente e ainda não voltou a trabalhar, muito menos para a faculdade. A exposição do vídeo na internet gerou revolta e muita gente passou a ameaçar o agressor e querer fazer justiça com as próprias mãos.

O boletim de ocorrência foi registrado seis dias depois da agressão. Jhonny e um colega, Alessandro Ronaldo Mosca Júnior, 21 anos, foram indiciados por tentativa de homicídio.

Ainda de acordo com a fonte próxima à família, que pediu para não ser identificada, antes de a situação torna-se pública, o estudante já havia se arrependido e pedido desculpa para o jovem.

“Ele não é porcaria. Jhonny sempre trabalhou, estudou para conseguir as coisas dele. Ele vai pagar na Justiça pelo erro que cometeu”, diz.

A família do rapaz foi a que mais sofreu com a situação. A mãe, por exemplo, chegou a procurar ajuda médica e foi diagnosticada com esgotamento mental. 

Jhonny e o amigo aparecem nas imagens espancando a vítima, que, mesmo caída no chão, é agredida a chutes, socos e pontapés. A briga foi filmada e as imagens divulgadas no dia 4 de outubro. O motivo da pancadaria foi porque o rapaz urinou e pisoteou o carro do agressor.

A repercussão foi tanta que até a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) indicou um advogado para acompanhar as investigações. Apesar de toda a violência, a vítima não precisou de atendimento médico e nunca quis comentar sobre o assunto. 

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