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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

03/04/2012 13:23

Após estragos da chuva, moradores tentam recuperar barracos e móveis

Mariana Lopes

Além de se unirem na manifestação de ontem, vizinhos se mobilizaram para reerguerem casas no Morada Verde

Com a ajuda de vizinho, Celina teta recuperar o estrago feito pela chuva (Foto: João Garrigó)Com a ajuda de vizinho, Celina teta recuperar o estrago feito pela chuva (Foto: João Garrigó)

A manifestação realizada pelos moradores do Jardim Morada Verde, na noite desta segunda-feira (2), na avenida Ernesto Geisel, após a chuva, não foi à toa. Casas destelhadas e móveis destruídos dividiam a cena com o mutirão de vizinhos que tentavam reerguer os barracos esta manhã.

Na casa de Marta Ferreira, 36 anos, uma das árvores do quintal caiu sobre o telhado da varanda e do quarto da dos filhos. “Quando percebi que corria o risco de cair, juntei meus cinco filhos tudo na cozinha. Foi a sorte”, conta.

Segundo os moradores, além do vento forte, a água da chuva fez o córrego transbordar e invadiu as casas. A diarista Celina Vilamaior, 33 anos, resume

o que passou ontem em uma palavra. “Desastre”.

No pequeno barraco, no qual mora com os cinco filhos, sobrou pouca coisa. O telhado foi levado durante a ventania e os móveis encharcados pela chuva que chegou logo em seguida.

“Lembrei de salvar o material escolar das crianças, coloquei dentro da geladeira para não molhar", conta. "A única coisa que posso deixar para os meus filhos são os estudos, dou meu sangue para que eles não precisem passar por isso de novo lá na frente”, diz Celina.

Mariluce mostra o que sobrou do telhado da casa (Foto: João Garrigó)Mariluce mostra o que sobrou do telhado da casa (Foto: João Garrigó)

Mobilização - Os moradores contam que esta foi a primeira vez que se mobilizaram e saíram às ruas para reivindicarem melhorias na comunidade. “Já passamos por este susto outras vezes, mas este foi o pior. Chegamos ao limite”, desabafa a líder do Morada Verde, Mariluce Oliveira Silva, 33 anos.

Os moradores fecharam a Ernesto Geisel e uma fila de veículos se formou na via, sem conseguir passagem. ”Queremos que alguém olhe para nós, estamos aqui à mercê do nada”, reclama.

Moradia – No cadastro da Emha (Agência Municipal de Habitação) há 113 famílias na fila para serem contempladas com uma casa. Segundo o diretor-presidente do órgão, Paulo César de Matos Oliveira, a construção do loteamento deve começar nos próximos dias.

Porém, ele faz a ressalva de que apenas os que já estão cadastrados serão contemplados. “Se aparecer mais famílias por lá neste período, não serão atendidas agora”, pontua.

Sobre os estragos da chuva de ontem, Paulo Matos afirma que lonas estão sendo distribuídas para amenizar os danos.



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